POLÍTICA

Chile fixa regras para venda de cigarros eletrônicos a partir de maio

Published

on


O governo do Chile publicou as normas de comercialização dos cigarros eletrônicos no país, que passam a valer a partir de maio deste ano. O texto estabelece parâmetros para composição dos produtos, advertências nas embalagens e campanhas para coibir o uso por menores de idade.

O decreto nº 41, publicado no Diário Oficial de 19 de fevereiro, regulamenta lei aprovada por unanimidade em setembro de 2024 no Congresso e sancionada pelo presidente Gabriel Boric (Convergência Social, esquerda). A regulamentação do produto existe em cerca de 80 países, no entanto, na América Latina, o uso é permitido e regulamentado na Colômbia, Paraguai e Chile. Eis a íntegra (PDF – 7 MB). 

A regulamentação iguala os cigarros eletrônicos aos tradicionais, seguindo o conceito usado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e incorporando-os na legislação chilena.

Dentre as medidas de publicização do produto está a impressão nas embalagens e no frasco de que o item causa danos à saúde, indicar de forma clara os principais componentes na lateral dos produtos e a informação de que as vendas são permitidas apenas para maiores de 18 anos. 

O governo chileno determinou também que comerciantes e distribuidores devem informar ao Ministério da Saúde a quantidade de produtos de tabaco e a distribuição das advertências. 

No Brasil, a comercialização, importação e propaganda dos dispositivos são proibidas no país pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2009. A discussão tramita no Senado, por meio do PL (Projeto de Lei) 5.008 de 2023, da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). O texto visa a estabelecer regras para o comércio e dos cigarros eletrônicos.

A presidente da empresa de tabaco Bat Brasil, Claudia Woods, afirmou que o decreto do Chile marca um “avanço”. Ela declara que a regulamentação do comércio de cigarros eletrônicos no Brasil é essencial para controle do consumo de maiores de idade. 

“Aqui no Brasil, a proibição não funcionou. Precisamos reabrir o diálogo e encarar a realidade com base em fatos e dados científicos. Somente a criação de regras pode colocar fim ao descontrole que existe no país, onde mais de 6 milhões de pessoas já experimentaram produtos ilegais”, disse.



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana