POLÍTICA
STF retoma hoje julgamento sobre proibição de revista íntima em presídios
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje o julgamento sobre a legalidade de revista íntima nos presídios para evitar a entrada de drogas, armas e celulares. O julgamento começou em 2016 e já foi suspenso por diversos pedidos de vista.



A Corte julga um recurso do Ministério Público para reverter a absolvição de uma mulher flagrada tentando entrar em um presídio de Porto Alegre com 96 gramas de maconha, que estavam enrolados em um preservativo e acondicionados na vagina. Na primeira instância, ela foi condenada, mas a Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que a absolveu, por entender que o procedimento de revista íntima foi ilegal.
Até o momento, a Corte registra placar de 6 votos a 4 para proibir as revistas vexatórias. No entanto, o julgamento, que começou na modalidade virtual, será iniciado novamente no plenário presencial da Corte após o ministro Alexandre de Moraes ter feito um pedido de destaque, em outubro do ano passado.
Em 2020, o relator do caso, ministro Edson Fachin, votou pela ilegalidade da busca íntima. Fachin entendeu que os funcionários das penitenciárias não podem fazer busca abusiva no corpo de amigos e parentes que vão visitar os presos por tratar-se de violação da intimidade.
O ministro sugeriu a adoção de procedimentos menos invasivos, como uso de scanners corporais, raquetes de raio-x ou revista corporal superficial, evitando que os visitantes sejam obrigados a tirar a roupa ou tenham suas partes íntimas inspecionadas.
O entendimento foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Rosa Weber (atualmente aposentada). Em seguida, Alexandre de Moraes abriu divergência e votou a favor da revista.
Moraes concordou que há um grande número de casos de revistas íntimas vexatórias. No entanto, o ministro entendeu que a revista íntima não pode ser sempre definida como degradante, de forma automática e sem análise caso a caso, sob pena de colocar em risco a segurança dos presídios.
O voto foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça.
Após Cristiano Zanin também acompanhar o entendimento de Fachin, Moraes pediu destaque e interrompeu o julgamento.
Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.
-
FIQUEI SABENDO2 dias agoMauro Mendes sobe o tom contra o crime e dispara: negar terror de facções é “hipocrisia”
-
FIQUEI SABENDO2 dias agoPrefeita encerra Março Mulher com caminhada e ações contra a violência em Várzea Grande
-
VÁRZEA GRANDE6 dias agoDAE-VG apresenta prioridades à Sinfra-MT e busca apoio para ampliar abastecimento
-
FIQUEI SABENDO2 dias agoProdutores rurais de Várzea Grande recebem insumos e suporte para ampliar produção e renda
-
VÁRZEA GRANDE2 dias agoPrefeita garante permanência dos profissionais até nova tratativa junto ao Ministério da Saúde
-
ECONOMIA2 dias ago“VG Santo Peixe” leva 20 toneladas de pescado mais barato a seis pontos da cidade
-
ESPORTES7 dias agoCoritiba vence Atlético-MG e acaba com seca no Brasileirão
-
ESPORTES7 dias agoCoritiba vence Atlético-MG e acaba com seca no Brasileirão




