POLÍTICA

Lula minimiza e Planalto subutiliza contrato para pesquisas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimiza a importância das pesquisas de opinião em suas declarações públicas. Enquanto isso, o Planalto subutiliza um contrato que a Secom (Secretaria de Comunicação Social) tem com a Nexus, empresa do grupo FSB, para realizar levantamentos para o Executivo.

O contrato é de R$ 11,9 milhões anuais, mas o pagamento depende das demandas do Planalto. Ou seja, só há pagamento quando há demanda. Em 2023 e 2024, o Executivo passou longe de usar o limite contratado:

De acordo com o documento, a contratada pode fazer pesquisas presenciais ou por telefone. Devem ser realizadas em território nacional. A empresa deve executar planejamento, elaboração de questionários, coleta e análise de dados e apresentação dos resultados e análises de informações estratégicas ao governo. Eis a íntegra do contrato (PDF – 143 kB).

O governo pode demandar até 78.148 entrevistas presenciais e 72.000 telefônicas por ano. A cada pesquisa, centenas ou milhares são feitas. Na pesquisa PoderData divulgada em 29 de janeiro, por exemplo, foram feitas 2.500 entrevistas por telefone.

A Secom pagou ao menos 51 notas fiscais de 2023 a 2025. Foram realizados 40 levantamentos por telefone. Não há acesso aos questionários. Eis a lista das pesquisas feitas.

A baixa demanda teria sido um dos motivos para trocar Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira na Secom. É comum que políticos (e governos) façam estes levantamentos para medir a avaliação popular sobre as ações do governo.

Sidônio tem dito não estar preocupado com o desempenho de petistas nas pesquisas. Avalia que a eleição está longe e os estudos deste momento servem pouco para fazer previsões.

Os questionários são considerados “documentos preparatórios” e não são públicos.

“Por se tratar de documento preparatório, nos termos do art. 20, Decreto nº 7.724 de 2012, que regulamenta a Lei de Acesso à Informação, e em consonância com o Parecer n°. 1376/2023/CGRAI/DIRAI/SNAI/CGU, os questionários somente poderão ser disponibilizados ao final do mandato presidencial, afirmou a Secom em resposta a este jornal digital.

O presidente apresentou um conjunto de propostas que devem injetar ao menos R$ 30,7 bilhões na economia do país até 2026. O objetivo é melhorar a sensação de bem-estar da população e reverter a queda abrupta de popularidade registrada nos últimos meses. A estratégia antagoniza com a política do Banco Central de elevar os juros para reduzir o ritmo econômico.

A busca de Lula por propostas que injetem dinheiro diretamente na economia é uma estratégia para recuperar sua popularidade, visto que a desaprovação da gestão petista caiu nos últimos meses. Pesquisa do PoderData divulgada em 29 de janeiro mostra que 40% avaliam o governo como ruim/péssimo.



Fonte: Só Notícias

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