POLÍTICA
Max apoia investigao da PF sobre fraude
A informação de que o Ministério Público Federal (MPF) irá investigar a “farra dos empréstimos consignados” em Mato Grosso foi recebida com entusiasmo pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (PSD). O parlamentar avalia que a capacidade e integridade do órgão na condução da investigação aprofundará a verificação das denúncias de irregularidades.
Questionado sobre a nova apuração, Max reforçou a necessidade de resultados concretos e devida responsabilização dos culpados o quanto antes.
“Importante a participação do Ministério Público Federal, importante a investigação. A gente confia e acredita no MPF, na sua atuação, na sua ação e esperamos que vá a fundo. Parabéns a eles por abrirem essa investigação e irem a fundo nisso. Eu acho que quanto mais investigado for, mais levantamento for feito por esses órgãos que têm essa função, vai ser muito importante”, disse Max.
Max reforçou que a investigação a nível federal não alterará o desenrolar dos trabalhos feitos no Estado e sim, complementará o que os órgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), já têm realizado.
“Não mudará, eu acho que ajuda, se a gente tiver Polícia Civil, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, outros órgãos fiscalizando, Tribunal de Contas, eu acho que só soma, eu acho que quanto mais tiver, melhor”, emenda.
Como mostrou o GD, o procurador da República Erich Raphael Masson determinou que a Polícia Federal abra inquérito policial para investigar possíveis crimes contra o sistema financeiro pelas empresas que teriam fraudado contratos de empréstimos consignados dos servidores públicos, aposentados e pensionistas de Mato Grosso.
A determinação atende a sua representação feita pelo Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig) junto ao Ministério Público Federal (MPF) para que a investigação ocorresse na esfera federal.
O pedido para instauração do inquérito policial já se encontra na Corregedoria da PF de Mato Grosso, que deverá escolher um delegado responsável pelas investigações. A determinação muda os rumos das apurações, já que o entendimento é que as possíveis irregularidades cometidas pelas empresas de consignados credenciadas pelo governo de Mato Grosso ultrapassam os crimes de estelionato e contra o consumidor, como vem sendo tratado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
As queixas sobre os contratos consignados foram encaminhados ao Estado ainda em 2023, mas só passou a ser apuradas no ano seguinte. Os clientes reclamam de taxas abusivas, valores recebidos menores do que os contratados, falta de acesso ao contrato de empréstimo e ao extrato de descontos.
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