POLÍTICA
Motta rebate Haddad e diz que “Executivo não pode gastar sem freio”
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou nesta 2ª feira (26.mai.2025) a declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuindo ao Congresso parte da responsabilidade pelas dificuldades fiscais do Brasil. Em publicação nas redes sociais, disse que o “Executivo não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar”.
“O Estado não gera riqueza – consome. E quem paga essa conta é a sociedade. A Câmara tem sido parceira do Brasil ajudando a aprovar os bons projetos que chegam do Executivo e assim continuaremos. Mas quem gasta mais do que arrecada não é vítima, é autor. O Executivo não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar. O Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de menos desperdício. Vamos trabalhar sempre em harmonia e em defesa dos interesses do país.”, disse Motta no X.
Eis a publicação:

A postagem de Motta se dá após fala do ministro em entrevista ao Globo, publicada no domingo (25.mai). Questionado sobre a manutenção do arcabouço fiscal, o titular da Fazenda afirmou que o país vive um “quase parlamentarismo” e que “quem dá a última palavra sobre tudo é o Congresso”.
“Não há bala de prata para resolver um problema do tamanho do Brasil. Desde 2015, nós estamos com deficit estrutural. Queremos vencer essa etapa, mas depende muito mais do Congresso. Hoje nós vivemos um quase parlamentarismo. Quem dá a última palavra sobre tudo isso é o Congresso. Não era assim. Um veto presidencial era uma coisa sagrada. Derrubar um veto do presidente da República era uma coisa que remotamente era pensada. Hoje é uma coisa: “Vamos derrubar?” E derruba”, afirmou Haddad.
Já nesta 2ª feira (26.mai), o ministro disse que o “equilíbrio orçamentário é papel de todos” e afirmou haver muitas despesas que foram criadas sem a compensação prevista, o que amplia o desequilíbrio nas contas públicas. Defendeu ainda que a equipe econômica está honrando os compromissos da “melhor maneira possível”.
O Ministério da Fazenda elevou as alíquotas do IOF em 22 de maio. O governo federal estima arrecadação de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026 com a medida.
Horas depois, o governo recuou parcialmente e manteve zerada a alíquota do IOF sobre aplicações de fundos nacionais no exterior. No entanto, manteve a taxa de 3,5% para compra de moeda estrangeira e transações com cartão de crédito internacional.
O Congresso ainda não se manifestou oficialmente sobre a medida do IOF, além das declarações individuais de deputados.
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