SAÚDE
Nasce primeiro bebê no Reino Unido gerado após transplante de útero
“Foi, sem dúvida, o melhor dia das nossas vidas. Cheio de alegria, tanta felicidade e lágrimas. Esperei muito tempo por isso. Eu queria ser mãe há tanto tempo”, contou Grace, em
Grace nasceu com uma condição rara chamada (MRKH), que afeta o sistema reprodutivo e faz com que mulheres nasçam sem útero ou com o órgão subdesenvolvido. O diagnóstico veio aos 19 anos, mas o desejo de ser mãe já existia antes disso.
Uma espera de dez anos
Grace entrou para um programa de transplante em 2015, mas precisou esperar dez anos até que a cirurgia fosse possível. Os atrasos foram causados por etapas regulatórias e pela pandemia.
Inicialmente, a doadora seria sua mãe, mas exames mostraram que o órgão não era compatível. Foi então que sua irmã mais velha, Amy Purdie, de 42 anos, mãe de dois filhos, se ofereceu para doar o útero.
Amy passou por oito horas de cirurgia e semanas de recuperação. “Dar à minha irmã a chance de ter um bebê foi um grande privilégio”, disse.
Grace Davidson (a esquerda), Angus Davidson e Amy Purdie (a direita)
A bebê recebeu o nome de Amy Isabel — o primeiro, em homenagem à irmã; o segundo, à cirurgiã Isabel Quiroga, que coliderou o procedimento junto com o professor Richard Smith, do Imperial College Healthcare NHS Trust.
O parto, por cesárea, foi acompanhado por uma equipe de 20 profissionais no hospital Queen Charlotte’s and Chelsea, em Londres. Apesar da complexidade do caso, não houve intercorrências. “Foi um momento maravilhoso, o dia mais incrível e especial”, disse Angus Davidson, 37, marido de Grace.
Avanço científico e esperança para outras mulheres
O útero de Grace deverá ser removido em até cinco anos para que ela possa deixar de tomar , que aumentam o risco de câncer. O casal espera ter mais um filho antes disso.
A cirurgia histórica foi resultado de décadas de trabalho. Richard Smith, que fundou a instituição de caridade Womb Transplant UK, passou 26 anos desenvolvendo uma técnica segura para remoção e transplante de útero.
“Encontro, toda semana, mulheres que nasceram sem útero ou que precisaram retirá-lo por motivos médicos, e que são consumidas pelo desejo de gerar seus próprios filhos. Testemunhar a dor delas que me fez continuar lutando por tanto tempo”, disse Smith.
A equipe do professor já realizou outros três transplantes de útero no Reino Unido, todos com doadores falecidos. As pacientes estão bem e menstruando normalmente. A expectativa agora é que engravidem em breve.
O primeiro transplante de útero bem-sucedido do mundo foi realizado na Suécia, em 2014. Desde então, cerca de 100 cirurgias foram feitas em diferentes países, resultando no nascimento de aproximadamente 65 bebês.
Agora, com o primeiro caso no Reino Unido, a esperança é que o procedimento se torne acessível para mais mulheres no país. “Minha esperança é que, em breve, possamos oferecer o transplante de útero no NHS. Não é uma opção para todas, mas o importante é que a chance exista”, afirmou Smith.
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