POLÍTICA

Prefeito é investigado por suspeita de Caixa 2 e compra de votos; aliado tem sigilo quebrado

Published

on


Conteúdo/ODOC – O juiz eleitoral Renato Filho determinou a quebra de sigilo bancário de Guilherme Henrique de Oliveira Costa, diretor-geral do Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Chapada dos Guimarães, investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de Caixa 2 e compra de votos em favor do prefeito Osmar Froner (União) durante as eleições de 2024.

A decisão foi proferida no final de fevereiro, em resposta a uma ação de investigação judicial eleitoral movida pela ex-vereadora e candidata à prefeitura, Fabiana Nascimento (PSDB).

Fabiana acusa Froner, o vice-prefeito Carlos Eduardo de Lima (PSD) e o vereador licenciado e atual secretário de governo, Gilberto Schwarz Mello (PL), de abusarem do poder político e econômico para aliciar eleitores com pagamentos de R$ 1.000,00 por família. Guilherme, dono do restaurante Guilas Grill, seria o intermediário na distribuição do dinheiro e, segundo a ex-vereadora, sua nomeação como diretor do SAAE teria sido uma recompensa pelo papel desempenhado no esquema.

A ação incluiu uma série de provas, como uma transferência bancária de R$ 3.000,00 feita por Guilherme a Rogério de Araújo Pereira, ex-coordenador de campanha, que admitiu ter distribuído valores a eleitores. Além disso, foram anexadas cerca de 119 fichas de entrevistas com cópias de documentos pessoais, parecer grafotécnico comprovando a autenticidade das assinaturas e documentos da empresa de Guilherme Henrique.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu e obteve a quebra de sigilo bancário do investigado, abrangendo o período de 16 de agosto a 6 de outubro de 2024, meses que antecederam a eleição. A medida também se estendeu ao sigilo telefônico e telemático, com o objetivo de acessar registros de chamadas, mensagens e transações digitais que possam corroborar a existência do esquema.

O juiz também solicitou documentação da OSCIP Associação de Gestão e Programas (AGAP), que teria firmado contratos com a Prefeitura de Chapada dos Guimarães durante o ano eleitoral, sob suspeita de que recursos públicos tenham sido desviados para fins eleitorais. A entidade deverá entregar cópias de contratos, folhas de pagamento e relatórios financeiros em até 20 dias.

Apesar da gravidade das acusações, o magistrado negou o pedido de busca e apreensão nas residências dos denunciados, argumentando que a petição inicial não apresentou elementos suficientes que justificassem tal medida, para preservar os princípios de proporcionalidade e razoabilidade.



Fonte: O Documento

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana