AGRICULTURA

Diretor da Aprosoja RO comenta sobre o escoamento da soja no estado; situação é crítica

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O escoamento da soja pelo Porto de Porto Velho, em Rondônia, enfrenta uma situação crítica atualmente. Hoje, a espera para descarregar a produção pode levar de quatro a seis dias, o que gera uma fila de mais de mil caminhões. A soja segue pelo Rio Madeira até o Porto de Santarém, no Pará, para então ser exportada. Confira:

A infraestrutura não acompanha o aumento da produção, gerando desafios para os produtores. Segundo Marcelo Lucas, diretor da Aprosoja Rondônia, o problema ocorre porque a capacidade de absorção da safra tanto de Rondônia quanto do Noroeste do Mato Grosso é limitada. Como resultado, os caminhões enfrentam longas filas para descarregar.

Este ano, ao contrário de 2023, a safra foi mais produtiva. No ano passado, houve frustração na colheita e, consequentemente, menos filas. O atraso no plantio concentrou a colheita entre o fim de fevereiro e a primeira quinzena de março, sobrecarregando o sistema de escoamento. Outro fator que agrava o cenário é a falta de estrutura para armazenamento da soja dentro do estado. Sem espaço suficiente, os produtores precisam escoar imediatamente, o que contribui para as filas.

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Além da espera, a demora causa prejuízos financeiros e compromete a qualidade do produto. Muitos produtores entregam a soja diretamente no porto, onde ela é beneficiada antes do embarque. Com a carga parada por dias nos caminhões, a umidade e as impurezas afetam sua qualidade. O custo de estadia também pesa no orçamento dos produtores, que são responsáveis pelo pagamento quando há atrasos na entrega. Essa despesa reduz a margem de lucro e impacta investimentos em safras futuras.

Diante desse cenário, a Aprosoja Rondônia busca soluções para minimizar os problemas e atrair investimentos para o estado. Algumas empresas estão instalando novas estruturas portuárias, o que pode reduzir a sobrecarga no futuro. Além disso, há um porto público concedido a uma empresa privada que não está sendo utilizado em sua totalidade. A entidade trabalha para que esse espaço seja aproveitado ao máximo, melhorando a logística de escoamento da safra.



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