JUDICIARIO

TJ vê “caso gravíssimo” e nega retirar tornozeleira de policial

Published

on


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou habeas corpus e manteve o investigador de Polícia Civil Marcos Paulo Angeli obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica.

 

Nós temos um caso gravíssimo da Operação Diaphthora envolvendo o paciente, que é investigador de Polícia Civil há mais de 20 anos

A decisão foi tomada pela 4ª Câmara Criminal em sessão realizada na tarde desta quarta-feira (18).

 

Os desembargadores seguiram por unanimidade o voto do relator, Lidio Modesto.

 

Angeli usa o monitoramento desde maio, quando saiu da cadeia. Ele foi alvo da Operação Diaphthora, deflagrada em abril pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil, que apura um suposto esquema de cobrança de propina na Delegacia de Peixoto de Azevedo.

 

No habeas corpus, a defesa do investigador alegou que não há mais “proporcionalidade” para a manutenção do monitoramento eletrônico, sustentando que já se passaram sete meses da aplicação da medida e que o processo está parado atualmente, sem prazo para retomada.

 

No voto, o relator rebateu a defesa e afirmou que o processo está tramitando normalmente, inclusive com audiência marcada para o início do ano.

 

Para o desembargador, não há “justa causa” para a retirada da tornozeleira.

 

“Nós temos um caso gravíssimo da Operação Diaphthora envolvendo o paciente, que é investigador de Polícia Civil há mais de 20 anos, ou seja, tem trânsito na cidade, é uma pessoa bem conhecida na cidade, além de um delegado”, disse, referindo-se ao delegado Geordan Fontenelle, também alvo da operação.

 

“Eu entendo que os motivos para manutenção do monitoramento eletrônico persistem, sobretudo, em razão dessa facilidade de trânsito que o paciente possui”, acrescentou.

 

Operação Diaphthora 

 

Além do investigador, o delegado também foi preso na operação e solto mediante uso de tornozeleira.

 

Segundo as investigações, ambos montaram um verdadeiro “gabinete do crime” na delegacia. 

 

A Policial Civil recebeu denúncias pelo Núcleo de Inteligência da Corregedoria Geral, revelando situações como solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial.

Conforme o inquérito, o delegado e o investigador teriam exigido pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos, de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.

 

Eles respondem por crimes de corrupção passiva, associação criminosa e advocacia administrativa.



Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana