AGRICULTURA

Mercado da soja tem semana lenta; confira a análise completa

Published

on


O mercado brasileiro da soja registrou mais uma semana marcada pela lentidão nas negociações e pela dificuldade em estabelecer bases de preços, com uma diferença significativa entre as ofertas dos compradores e as expectativas dos vendedores.

Já no mercado externo, os contratos de soja em Chicago demonstraram uma leve recuperação, embora moderada, enquanto o dólar apresentou um pequeno recuo, permanecendo em torno de R$ 6,00.

No Brasil, os produtores estão concentrados no acompanhamento da fase final do plantio, com expectativas positivas para a safra. O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, e o otimismo é grande quanto à possibilidade de uma safra recorde, com estimativas superiores a 170 milhões de toneladas.

De acordo com o último relatório de Safras & Mercado, divulgado nesta sexta-feira (6), 95,6% da produção projetada da safra 2023/24 de soja já foi negociada. Esse número representa um pequeno avanço em relação ao mês anterior (8 de novembro), quando a comercialização estava em 92,6%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a negociação estava em 92,7%, e a média de comercialização nos últimos cinco anos para o período é de 95%.

Considerando a estimativa de uma safra de 171,78 milhões de toneladas, Safras & Mercado projeta uma comercialização antecipada de 31,2%, o que corresponde a aproximadamente 53,6 milhões de toneladas. Em 2023, o percentual de comercialização antecipada era de 27%, enquanto a média histórica para o período é de 35,5%. No relatório anterior, o número era de 28,2%.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá fazer apenas ajustes pontuais nas estimativas de estoques mundiais e norte-americanos de soja no relatório de dezembro, que será divulgado na próxima terça-feira, 10, às 14h. Analistas consultados pelas agências internacionais esperam que os estoques americanos de soja para a temporada 2024/25 fiquem em 471 milhões de bushels, levemente acima dos 470 milhões de bushels previstos pelo USDA em novembro.

Em relação à oferta e demanda mundial, o mercado aposta em estoques finais para a safra 2024/25 de 133 milhões de toneladas, um aumento em relação aos 131,7 milhões previstos em novembro. Para a safra 2023/24, a expectativa do mercado é de estoques finais de 112,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado.

Perspectivas para o mercado interno e externo

O ritmo lento da comercialização da soja no mercado interno reflete o foco dos produtores nas lavouras, que estão em fase de desenvolvimento. O clima favorável e as expectativas de uma safra recorde indicam que a tendência é de uma maior concentração da soja nas propriedades, o que pode influenciar a oferta interna no curto prazo.

Por outro lado, os dados do USDA e as estimativas globais de oferta e demanda também sinalizam uma possível redução dos estoques finais, tanto nos Estados Unidos quanto no mercado mundial, o que pode pressionar os preços no mercado internacional, dependendo da evolução da demanda global.

No entanto, o cenário de preços distantes entre compradores e vendedores no mercado brasileiro segue desafiador, com muitos produtores aguardando uma definição mais clara das tendências de preços antes de se comprometerem com novas vendas. A atenção do setor continua voltada para a safra que está por vir, com o mercado externo ainda se ajustando às condições de oferta e demanda.



Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana