POLÍTICA

Oposição nega ter dado prazo a Lula e cobra projeto contra IOF

Published

on


O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse ao Poder360 que a oposição não deu prazo de 2 semanas para o governo antes da votação do mérito do PDL (Projeto de Decreto Legislativo) 314 de 2025, que revoga o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Ele afirmou ainda que cobrou uma nova reunião de líderes nesta 3ª feira (17.jun.2025) para discutir quando será pautado o mérito da proposta.

Em reunião com a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e com o ministro Rui Costa (Casa Civil), na 2ª feira (16.jun), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se comprometeu a votar apenas o requerimento de urgência naquela data. Segundo apurou este jornal digital, o movimento foi parte de um acordo com Motta. Em troca, ele não pautará o mérito da proposta nesta semana.

Na 4ª feira (18.jun), o Congresso entrará em um recesso informal por conta das festividades de São João. Nesta época do ano, é comum que os congressistas fiquem em seus Estados para participarem das festas.

Na prática, o Executivo terá duas semanas para evitar a derrota sobre o IOF. Até lá, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já terá retornado das férias, que começaram na 2ª feira (16.jun) e terminam em 22 de junho.

A oposição, entretanto, não deu esse prazo formalmente para o Planalto e seguirá pressionando para a votação do mérito. Enquanto o decreto e a MP (medida provisória) da equipe de Haddad seguem arrecadando, o que é bom para o governo, que vai amenizando a previsão de deficit.

O governo publicou em 11 de junho uma medida que aumentou mais impostos e um decreto que revogou apenas parte do reajuste do IOF, não sua totalidade.

Entre as medidas da MP, o Executivo quer taxar investimentos hoje isentos, como a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e a LCI (Letra de Crédito Imobiliário).

Como mostrou o Poder360, vista como um recado de força ao governo, a votação da urgência teria mais de 300 votos no plenário.

A Câmara dos Deputados aprovou na 2ª feira (16.jun) por 346 votos a 97 acelerar a análise do projeto que revoga o decreto do governo. Agora, a proposta pode ser votada no plenário a qualquer momento.

O Ministério da Fazenda não divulgou uma estimativa oficial sobre quanto esperava arrecadar com o novo decreto do IOF. Entretanto, Haddad já sinalizou que deve ser em torno de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões em 2025.

Se não houver compensação, isso significa que o governo terá menos dinheiro para bancar a máquina pública. Terá que aumentar as restrições no Orçamento.

A equipe econômica tentou vender a ideia de que uma eventual contenção orçamentária poderia impactar o funcionamento do poder público.

Durante as negociações, disseram aos congressistas que poderiam ter efeitos nas emendas pagas a deputados e senadores.



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana