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Após corte de destinos, emissão de CO2 em voos saindo de Cuiabá mais que dobra

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A emissão de gases estufa de voos saindo de Cuiabá deve aumentar, em média, 171% após a exclusão de voos diretos da Capital pela empresa Azul Linhas Aéreas. Segundo os dados da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), a média de emissões dos novos trajetos deve passar de 14 toneladas para 30 de CO2. 

Conforme noticiado nesta semana, os trajetos para Campo Grande (MS), Brasília (DF), Goiânia (GO), Maceió (AL), Curitiba (PR) e Alta Floresta (MT) serão descontinuados a partir do dia 1º de julho. A partir dessa data, os voos terão escalas no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). 

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A Azul Linhas Aéreas entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos, no dia 29 de maio. Na ocasião, a empresa já tinha anunciado uma redução de 35% na frota, com a devolução de aeronaves mais antigas.

A reportagem do utilizou a calculadora de emissões de CO2 na aviação da ICAO. Para fazer o cálculo, foi considerado uma das aeronaves mais comuns da Azul, o AirBus A320neo, com capacidade para 180 pessoas. 

Os cálculos mostraram que, com o acréscimo da escala no Aeroporto de Viracopos, todos os voos tiveram um aumento de, pelo menos, 18,4 toneladas de emissão de CO2. Esse valor corresponde ao trecho fixo de Cuiabá a Campinas. 

Já de Viracopos aos destinos finais, a média das emissões totalizou 12,7 toneladas. 

O destino com maior aumento foi Alta Floresta (a 789 km de Cuiabá). Agora, trafegando o dobro da distância, o voo emite 339% de CO2 a mais do que a modalidade direta. 

Já o destino com maior emissão foi Maceió (AL). Quando havia o voo direto, a emissão já era alta, com 30,2 toneladas de CO2. Com a adição da escala, o total estaciona em 42,9, representando um aumento de 42%. Veja os números completos das emissões no gráfico a baixo.

De acordo com dados do Governo Federal, a aviação brasileira chegou a emitir 15,6 bilhões de toneladas de CO2 em 2023. Entretanto, há projetos, encabeçados pela ICAO, que preveem zerar ou neutralizar a emissão de gases estufa até 2050.





Fonte: RDNews

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