POLÍTICA

Redes sociais precisam de regulação, diz Andrei Rodrigues

Published

on


O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, defendeu nesta 2ª feira (27.jan.2025) regular as redes sociais, como X (ex-Twitter), Instagram e Facebook. Ele afirmou que a regra é necessária para que as plataformas não sejam “terra de ninguém”.

Segundo Andrei, a regulamentação não seria para censurar “críticas” ou “memes”, e, sim, para combater crimes virtuais. Deu a declaração ao ser perguntado sobre a eleição do presidente Donald Trump (Partido Republicano), apoiado por donos de big techs como Elon Musk (X) e Mark Zuckerberg (Meta), e as novas políticas de moderação anunciadas pela Meta em 7 de janeiro.

“Nós temos hoje nas redes sociais pessoas que acham que ali é terra de ninguém. Onde a pessoa pode cometer crimes e ficar impune. O que precisamos deixar muito claro é o foco da Polícia Judiciária da União não é simplesmente a crítica, o meme, ou qualquer outra situação. Nosso foco é o cometimento de crimes”, afirmou o diretor-geral em entrevista ao Roda Viva”, da TV Cultura.

Andrei alega que as redes sociais são “grandes canais de comunicação” e por isso, precisam ter regulação. Afirmou que, o que é crime no mundo real, é crime no mundo virtual e devem ser passíveis de punição.

A regulação das redes sociais voltou a ser debatida pelo governo depois de Zuckerberg anunciar o fim do sistema de verificação de fatos e suspender as restrições a publicações nas suas redes sociais.

A AGU (Advocacia Geral da União) realizou na 4ª feira (22.jan) uma audiência pública para debater as alterações, mas as empresas Meta, X, Alphabet (Google/YouTube), Discord, LinkedIn, Kwai e TikTok ignoraram o convite e não foram à audiência pública.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a favor das regras para as plataformas. O presidente já disse que achar “extremamente grave as pessoas quererem que a comunicação digital não tenha mesma responsabilidade de um cara que cometa um crime na imprensa escrita”.

Há ainda o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), desde novembro de 2024, de dispositivos do Marco Civil da Internet que tratam da responsabilização das redes sobre conteúdos publicados pelos usuários.

A principal questão discutida é a constitucionalidade do artigo 19 da norma. Segundo o dispositivo, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens ilegais feitas pelos usuários se, depois de ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo.





Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana