POLÍTICA
Execução de Renato Nery completa 1 ano; veja prisões e o que já foi esclarecido
A execução do advogado Renato Gomes Nery completa 1 ano neste fim de semana. O crime aconteceu no dia 5 de julho de 2024, na porta do escritório do jurista, na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá. Atingido por vários disparos, o advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, porém não resistiu e morreu horas após o procedimento médico, no dia 6 de julho.
Desde então, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá vem investigando o caso, resultando na prisão do casal apontado como mandante do crime, policiais militares que teriam atuado como intermediadores do homicídio e do suposto executor. Os supostos intermediários e executor foram denunciados pelo Ministério Público Estadual e aguardam julgamento.
Reprodução

O advogado Renato Nery, que foi executado a tiros em frente ao seu escritório, na Avenida Fernado Corrêa, em Cuiabá
Meses de investigação
Quatro meses após o início das apurações, em novembro de 2024, a Polícia Civil deflagou a primeira operação visando solucionar o homicídio do advogado. Ainda que sem prisões feitas à época, a “Operação Office Crime” trouxe à tona a linha de investigação seguida pela DHPP: disputa de terras.
As primeiras prisões relacionadas ao caso ainda demorariam mais quatro meses para ocorrer, já na segunda fase da Operação Office Crime, batizada de “A Outra Face“, em março deste ano. Entre os alvos, estavam os policiais militares Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso, Jorge Rodrigo Martins e Heron Teixeira Pena Vieira – além do caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva.
Reprodução

Da esquerda para a direita: o PM Heron Teixeira Pena Vieira e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva
Segundo a Polícia Civil, Alex Roberto foi quem executou o crime. Caseiro da chácara do PM Heron, ele teria sido contratado pelo militar e confessou o crime. Já os outros quatro PMs são apontados como responsáveis por “sumir” com a arma utilizada no homicídio. Para isso, teriam forjado um confronto no Contorno Leste, no dia 12 de julho de 2024.
No mês seguinte, em 17 de abril, mais um passo na investigação da PJC foi dado com a prisão dos policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira durante a “Operação Office Crime – O Elo“, também por suspeita de elo no homicídio. As investigações apontam que os dois teriam planejado a execução de Renato Nery. Jackson, afirma a PJC, é quem teria contratado Heron para cometer o crime – serviço que ele, por sua vez, teria terceirizado ao seu caseiro.
João Aguiar/Rdnews

Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos
Mandantes revelados
Após apontar quem seriam os intermediários e o executor de Renato Nery, a DHPP mirou os mandantes do crime. Eles foram identificados como Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, um casal de empresários morador de Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá). Os dois foram presos no dia 9 de maio deste ano.
Julinere admitiu informalmente a policiais civis que contratou o Jackson para executar o crime. Embora tenha optado por permanecer em silêncio durante o interrogatório oficial, nos bastidores de sua prisão, Julinere revelou a motivação por trás do assassinato, afirmando que o marido chegava em casa embriagado e insistia repetidamente que Renato Nery precisava ser morto. O motivo, segundo ela, seria que Renato teria “tomado suas terras”.
Arte: Annie Souza/Rdnews

Quem segue preso e quem foi solto
O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, os policiais Heron Teixeira Pena Vieira, Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira e o casal Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos seguem presos. Os PMs e o caseiro foram denunciados pelo Ministério Público e aguardam julgamento pelo crime. Ainda não há data marcada.
Já os policiais Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins, apontados por envolvimento no confronto forjado que tinha como objetivo plantar a arma usada na execução do advogado, foram soltos no dia 29 de maio desde ano. O MPE já pediu nova prisão aos suspeitos.
“Plano sofisticado”
Investigações da DHPP apontam que os suspeitos planejaram o crime com cerca de 90 dias de antecedência. O delegado Bruno Abreu Magalhães, que atua à frente do caso, chegou a comparar a execução de Nery com a do também advogado Roberto Zampieri – assassinado a tiros em dezembro de 2023. Segundo Bruno, Antônio Gomes, executor de Zampieri, “foi lá de cara limpa, deu o nome na portaria e foi preso um dia depois”.
“Já esse caso [Renato Nery] foi mais sofisticado, mais complexo, pela forma de execução, por toda a trajetória de 30 quilômetros que ele [o executor Alex Roberto de Queiroz Silva] fez após a morte (…). Pela experiência que eu tenho, em um crime desse de mando, você coloca aí em torno de 30 a 90 dias antes [para planejamento] do crime”, apontou Bruno Abreu, destacando o fato de que o executor do crime teria permanecido com o capacete na cabeça, cobrindo o rosto durante toda a ação.
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