POLÍTICA

Senado diz que críticas à “irresponsabilidade fiscal” são legítimas

Published

on


A advogada-geral do Senado, Gabrielle Tatith, disse nesta 6ª feira (27.jun.2025) que as críticas à “irresponsabilidade fiscal” no setor público são legítimas e não se limitam ao Congresso. A fala se deu durante a audiência pública sobre emendas impositivas no STF (Supremo Tribunal Federal). 

A audiência, convocada pelo ministro da Corte Flávio Dino, debateu os recursos que os congressistas enviam para suas bases, tema que é alvo de diversas ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) sob análise do STF.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofre críticas por não realizar os cortes necessários para cumprir o arcabouço fiscal. Também é questionado por tentar equilibrar as contas por meio do aumento da receita, como na tentativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), medida derrubada pelo Congresso.

Deputados e senadores de oposição engrossam as críticas por falta de cortes do governo, mas também são questionados por não aceitarem a redução dos valores destinados às emendas parlamentares.

Tatith compareceu ao evento no lugar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que era esperado no Supremo, mas cancelou a sua ida por motivos de agenda, segundo a advogada. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também era esperado, mas enviou o advogado-geral da Casa Baixa, Jules Michelet, no lugar.

Críticas relacionadas, e são legítimas, ao aumento do gasto público e à irresponsabilidade fiscal não são particulares à atuação parlamentar. Não decorrem de um conflito entre um legislativo gastador e um executivo guardião da disciplina fiscal. A questão é muito mais complexa, envolve conflitos no âmbito do próprio Executivo. E se relaciona muito mais à dinâmica [entre] situação e oposição do que Legislativo e Executivo”, disse.

A advogada defendeu a impositividade de uma parcela das emendas parlamentares como uma “importante ferramenta” na inclusão de “minorias no Congresso”. Em 2015, o Legislativo aprovou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que obriga o Executivo a destinar recursos a projetos indicados por deputados e senadores.

Desde então, recursos destinados pelo Congresso têm crescido. Para o Orçamento de 2025, foram destinados R$ 50,4 bilhões em emendas de congressistas. A maior fatia é para projetos sugeridos por deputados (R$ 19 bilhões), seguido por emendas de bancadas estaduais (R$ 14,3 bilhões) e emendas de comissão (R$ 11,5 bilhões). Emendas individuais de senadores somam R$ 5,5 bilhões.



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana