POLÍTICA
Mauro descarta exonerar secretrio e garante investigao sria em MT
O governador Mauro Mendes (UB) comentou sobre as denúncias envolvendo irregularidades nos empréstimos consignados operados pela empresa Capital Consig, responsável pela gestão do MTCard, cartão de crédito consignado dos servidores públicos estaduais. Ele reiterou que determinou a realização de auditorias e apurações internas para proteger os servidores afetados e esclarecer os fatos.
Mendes destacou que, embora o governo participe da operação por meio do desconto em folha de pagamento, a relação principal é entre o servidor (consumidor) e a empresa (fornecedora de crédito). “O governo não tem muito a ver com isso não. Você vai no banco, contrata um empréstimo. Se o banco te lesar, não é o governo que vai lá te defender”, afirmou o governador nesta segunda-feira (02).
A crise veio à tona após uma investigação conduzida por sindicatos de servidores e pelo escritório jurídico AFG & Taques — do ex-governador Pedro Taques — revelar possíveis fraudes nos contratos da Capital Consig. As denúncias incluem alterações nos valores pactuados, transações realizadas sem autorização do Banco Central e cobranças indevidas de servidores por empréstimos que eles afirmam nunca ter contratado.
Apesar disso, ele garantiu que há uma apuração em curso. “Determinamos desde o início que houvesse auditoria, checagem, para ajudar a proteger o nosso servidor. As investigações estão sendo feitas e, doa a quem doer, qualquer irregularidade será tratada com seriedade”, garantiu.
Durante entrevista, Mendes também reagiu a rumores sobre possíveis exonerações, dentre eles do secretário de Planejamento, Basílio Bezerra, classificando-os como “fofocas”. Ele se referia a comentários na Assembleia Legislativa, feitos pelo deputado Wilson Santos (PSD), que acusou o Governo de cobrar comissões de até 7,8% sobre os consignados — sendo 4,8% destinados ao fundo MT Desenvolve e 3% ao Fundesp.
O governador disse não conhecer detalhes específicos dessa questão e alegou que muitos desses contratos são anteriores à sua gestão. “Sinceramente, não conheço detalhes. O Governo é gigantemente grande, existem muitas coisas que aconteciam antes de mim e eu não consigo entender todos os pequenos e mínimos detalhes de um bilhão de situações diferentes”, explicou.
Por fim, Mendes reconheceu que o Governo cobra pelo serviço de desconto em folha, mas ressaltou que essa cobrança é direcionada às empresas, não aos servidores. “Agora, o governo presta um serviço descontando em folha, então todo serviço que ele presta descontando em folha, ele cobra por esse serviço que ele está prestando a essas empresas e é cobrado das empresas e não do servidor”, concluiu.
O caso segue sendo investigado por órgãos de controle, como o Procon e Polícia Civil, e pode ter desdobramentos judiciais.
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