SAÚDE
Homem só consegue comer 3 alimentos por causa de doença rara. Entenda
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A doença do jovem faz com que o corpo reaja aos alimentos como se fossem ameaças aos organismo. “Você percebe o quanto a sociedade é construída em torno da comida, como em festas de aniversário e eventos. Sempre há algum aspecto que envolve comida, e acho que você só repara quando não consegue participar”, conta Ben, em entrevista à revista People.
A GEE sempre limitou a rotina do jovem, que se alimentava exclusivamente de uma bebida hipoalergênica feita de aminoácidos chamada Neocate Splash, comercializada em caixas de suco. Entre os 3 e os 16 anos, sua alimentação era feita através de uma sonda de alimentação que bombeava duas caixas de fórmula a cada meia hora.
Até os 20 anos, apenas batata, arroz e milho eram alimentos seguros para ele – desde que feitos com o preparo adequado. Para testar qualquer alimento novo, Ben precisava passar por uma endoscopia digestiva após comê-lo diariamente por um mês, tornando o processo desgastante, física e emocionalmente.
O que é GEE?
A gastroenterite eosinofílica (GEE) é uma doença inflamatória rara que afeta o trato gastrointestinal, e é caracterizada pela infiltração de eosinófilos nas camadas da parede do estômago ou intestino.
A infiltração desse tipo de glóbulo branco causa inflamação.
Entre os principais sintomas da condição, estão: dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia e perda de peso.
O tratamento da GEE pode incluir restrições dietéticas, medicamentos e, em casos graves, intervenções cirúrgicas.
Início do tratamento e novas experiências alimentares
Tudo mudou na vida do jovem em 2021, quando ele começou a utilizar o Dupixent,
Em apenas um mês de uso, os exames mostraram que a saúde digestiva de Sutter estava bem pela primeira vez em quase 16 anos. Com três meses, os médicos o liberaram para experimentar frutas, carnes e vegetais, exceto frutos do mar e alérgenos, como leite e ovos.
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Mesmo com a alimentação restrita durante grande parte da vida, ele sempre teve uma fascinação com alimentos crocantes. Por isso, sua primeira refeição após a liberação foi uma cenoura baby e aipo – escolhidos pela esposa justamente pela textura atrativa.
“Não sou uma pessoa ansiosa e normalmente não fico nervoso, mas estava suando só de olhar para a comida. Eu estava tão nervoso, com tanto medo”, descreve ele.
Ele deu uma pequena mordida nos alimentos, mas acabou detestando o gosto, jogando-os fora logo em seguida. O homem ainda percebeu que seu estômago não tinha tanta capacidade para armazenar comida, já que ele ingeria poucas quantidades desde criança. As quantidades e textura ainda são desafios no processo de experimentação de Ben.
Atualmente, ele continua provando novas comidas e compartilhando suas experiências nas redes sociais, mostrando seu processo de descoberta alimentar.
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