POLÍTICA
Bancada de MT aumenta fundo partidrio para eleio de 2026
Enquanto a bancada federal de Mato Grosso apoiou o aumento de R$ 164 milhões no Fundo Partidário, o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (PSB), criticou a decisão e classificou o repasse como um “absurdo” em meio às dificuldades econômicas enfrentadas pela população e pelos estados. A derrubada do veto presidencial que impedia a ampliação do fundo foi aprovada nesta semana no Congresso Nacional com os votos favoráveis da maioria dos parlamentares mato-grossenses.
Dos oito deputados federais do estado, seis votaram pela ampliação: Coronel Assis (União Brasil), Emanuelzinho (MDB), Juarez Costa (MDB), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL), Gisela Simona (União Brasil), Rodrigo da Zaeli (PL) e Coronel Fernanda (PL). No Senado, Wellington Fagundes (PL) e Margareth Buzetti (PSD) votaram a favor da ampliação.
Jayme Campos (União Brasil) votou em branco. Max Russi, no entanto, criticou duramente a medida e afirmou que o país vive uma realidade que exige mais responsabilidade fiscal e foco em áreas como saúde, educação e segurança.
“É um absurdo. Nós temos uma série de prioridades no país, em Mato Grosso e nos municípios, e aumentar fundo partidário nesse valor é descolado da realidade do povo brasileiro”, avaliou. Para o parlamentar, o momento exige mais sensibilidade dos representantes federais.
“Os partidos políticos precisam de estrutura, mas dentro de um limite razoável. O que foi aprovado está fora de proporção. Enquanto isso, prefeitos estão lutando para pagar folha e manter serviços básicos”, completou. A decisão do Congresso tem gerado reações em vários estados e deve voltar ao debate nas próximas eleições, sobretudo pelo impacto que os valores terão no financiamento público de campanhas em 2026.
Os parlamentares aprovaram inicialmente que a correção desse fundo seria com base na inflação acumulada desde 2016. O governo, no entanto, vetou e estava usando como base o mesmo índice, mas a partir de 2023, o que tornaria esse reajuste menor.
No entanto, com o veto derrubado, volta a valer a correção a partir de 2016, que aumenta o gasto. Com isso aumenta caixa do PL em R$ 23 mi e do PT em R$ 18 mi.
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