CIDADES
Analfabetismo recua em MT, mas exclusão educacional ainda afeta autistas
Mato Grosso registrou uma taxa de analfabetismo de 3,8% entre pessoas com 15 anos ou mais em 2024, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual do estado é inferior à média nacional, que foi de 5,3%. Mato Grosso, aliás, ocupa a 9ª colocação entre os estados brasileiros com menores índices nessa faixa etária. Entretanto, outra pesquisa recente do IBGE mostra que pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no estado sofrem com o déficit de aprendizagem, que tende a aumentar a partir do ensino médio.
A pesquisa sobre escolaridade aponta que o desempenho é positivo entre os jovens de 15 a 17 anos, visto que Mato Grosso foi o estado com o maior crescimento na taxa de frequência escolar líquida entre 2023 e 2024. O índice alcançou 93,1%, refletindo um avanço de 6 pontos percentuais no período.
Reprodução

Apesar desses avanços entre os mais jovens, 15,7% da população com 60 anos ou mais ainda é analfabeta em Mato Grosso. O dado supera a média nacional para a mesma faixa etária, que foi de 14,9% em 2024. Entre os homens idosos mato-grossenses, a taxa sobe para 16,2%, enquanto entre as mulheres é de 15,2%.
O levantamento do IBGE também reforça desigualdades históricas: em 2024, a taxa de analfabetismo foi de 6,9% entre pessoas pretas ou pardas, mais que o dobro da taxa registrada entre pessoas brancas, de 3,1%.
Inclusão escolar de autistas ainda é limitada
Pela primeira vez, o Censo Demográfico incluiu um levantamento específico sobre pessoas com TEA, conforme previsto na Lei nº 13.861/2019. Em Mato Grosso, 41.247 pessoas declararam ter recebido o diagnóstico de autismo, segundo os dados divulgados pelo IBGE.
A maioria dos diagnósticos é entre homens (1,3% da população masculina), o que corresponde a aproximadamente 24,6 mil indivíduos. Entre as mulheres, o índice é de 0,9%, ou cerca de 16,6 mil diagnosticadas.
Embora o Censo aponte que pessoas com TEA têm frequência escolar relativamente alta em faixas mais jovens, os dados revelam gargalos importantes na progressão educacional. Em 2022, 66,8% das pessoas diagnosticadas com TEA estavam no ensino fundamental, mas apenas 12,3% estavam no ensino médio, e apenas 0,8% no ensino superior.
O IBGE também destacou que, entre os autistas com 25 anos ou mais, 46,1% não haviam completado o ensino fundamental, enquanto entre as pessoas da população geral essa taxa era de 35,2%. Isso reforça a existência de barreiras duradouras no acesso à educação plena.
IBGE

Diferenças regionais e raciais no diagnóstico
O levantamento também revela diferenças significativas na distribuição dos casos pelo território mato-grossense. São José do Xingu (a 952 km de Cuiabá) apresentou a maior proporção de pessoas com TEA, com 2,5% da população residente com diagnóstico. Reserva do Cabaçal (a 382 km da Capital) aparece logo depois, com 1,9%. Em contrapartida, os menores índices foram registrados em Alto Boa Vista e Canabrava do Norte (a 913 km e 989 km de Cuiabá, respectivamente), ambos com apenas 0,1% da população declarando o diagnóstico.
No recorte por raça e cor, as pessoas brancas têm a maior proporção de diagnósticos (1,3%), somando 14.999 indivíduos. No entanto, o maior número absoluto foi entre pessoas pardas, com 22.216 casos. Já entre os indígenas, o percentual é de apenas 0,4%, totalizando 216 pessoas.
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