POLÍTICA

Alvo de operação, ex-perito é irmão de mulher assassinada em Cuiabá

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O ex-perito que entrou na mira da Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (10), é Thyago Jorge Machado. Ele foi alvo da Operação Mente Perita, em Sorriso (a 420 km de Cuiabá), por suspeita de fraude em laudos periciais em um processo cível, relacionado à propriedade de terras, mediante solicitação de propina no valor de R$ 2 milhões.

Thyago é irmão de Thays Machado, que foi morta a tiros por Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, de 57 anos. Ele foi exonerado da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) em 2023, após um processo administrativo disciplinar confirmar sua ligação com um laboratório particular, que favoreceu a médica Leticia Bortolini, responsável por atropelar e matar o verdureiro Francisco Lúcio Maia, em 2018.

Montagem/Reprodução

Thyago Jorge Machado

Nesta terça, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o ex-perito. Além dele, uma servidora da Politec também foi alvo da operação.

A investigação teve início após denúncia de uma vítima, que teria sido procurada pelo ex-perito. Ela afirmou que Thyago teria solicitado pagamento de R$ 2 milhões para que fosse fraudada uma perícia realizada em um processo judicial, com valores em torno de R$ 50 milhões, no qual sua comparsa foi nomeada como perita do juízo.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, em parceria com a perita, solicitava vantagens financeiras a partes litigantes em processos judiciais, a fim de darem resultados favoráveis nas perícias em que atuam, fraudando laudos. No caso investigado, o valor solicitado seria para atestar se a assinatura de uma pessoa era verdadeira ou falsa.

Com base nos elementos apurados, foi representado pelo mandado de busca e apreensão na residência dos dois investigados, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos em Cuiabá.

Durante o cumprimento das buscas na casa do investigado, foram apreendidas uma pistola .380 e 82 munições intactas, além de um aparelho para contagem de cédulas. Em relação às buscas contra a servidora, nada ilícito foi encontrado em sua residência, sendo apreendidos apenas o seu aparelho celular e notebook.

As investigações seguem em andamento para análise do material apreendido, que podem trazer novos elementos de prova, assim como identificação de outras vítimas e envolvidos.



Fonte: RD NEWS

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