POLÍTICA

Advogada diz que alegação de policial ter distúrbio mental é inconsistente

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A advogada Larissa Leite, que faz a defesa da família da estudante de enfermagem Gabrieli Daniel de Moraes, de 31 anos, afirmou que a alegação do marido, o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, de que tem distúrbio mental é falaciosa e não corresponde com a atitudes que ele teve no dia do crime. O PM está preso suspeito de matar a esposa a tiros.

Divulgação

Caso Gabrielli Moraes - Noemi Daniel e advogada Larissa Leite

Noemi Daniel, mãe da vítima Gabrielli (à esquerda) e a advogada criminalista Larissa Leite (à direita)

Gabrieli foi morta na noite do dia 25 de maio, no bairro Praeirinho, em Cuiabá, com três tiros, sendo um na cabeça e os outros dois na barriga e em uma das pernas. Após cometer o crime, Ricker teria fugido com os filhos, de 3 e 5 anos, e deixado as crianças na casa do pai dele, junto com a arma de fogo e o veículo usado na fuga. 

Logo após a prisão, a defesa de Ricker, patrocinada pelo advogado Rodrigo Pouso, entrou com pedido de liberdade provisória alegando transtorno depressivo recorrente. O pedido não foi aceito pela justiça, que manteve a prisão do PM.

Para a advogada Larissa Leite, a alegação é ‘totalmente inconsistente’. “A partir do momento que há informações no inquérito, que já foram divulgadas inclusive, de que ele se apresentou tranquilamente perante o batalhão, logo após o cometimento do crime”, destaca.

“Uma pessoa que informa que está em surto psicótico, que alega um distúrbio mental, não corresponde com a imagem relatada de uma pessoa fardada que levava os filhos dentro do carro para ser evadida do local do crime, deixa com os pais, deixa a arma do crime com os pais, troca de carro com a irmã e vai se apresentar perante ao crime”, salienta.

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Ricker Maximiano de Moraes e Gabrieli Daniel de Moraes

Para a jurista, é “muita sensatez para quem está em surto”. No dia seguinte ao crime, o PM se entregou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Capital. Durante a audiência de custódia, Ricker afirmou que a morte de Gabrieli foi uma “fatalidade” e que tudo ocorreu “em um momento de cabeça quente”. Em seguida, o militar usou o direito de permanecer em silêncio e não detalhou o crime, nem a motivação. Atualmente, Ricker continua preso.

Noemi Daniel, mãe de Gabrieli, veio à Cuiabá, nessa terça-feira (03), para levar seus dois netos, de 3 e 5 anos, para morar com ela, no Pará. Ela conseguiu a guarda das crianças após a família do PM levá-las para visitar o pai no Bope, onde ele se encontra preso.



Fonte: RD NEWS

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