SAÚDE
“Vou recuperar minha vida”, diz mulher que recebeu transplante de rim
Depois de quatro anos de espera, a liberdade finalmente chegou: no dia 16 de maio, ela conseguiu
“Eu não tinha transporte para . Também comecei as sessões já muito fraquinha, às vezes passava mal na máquina, e ficava muito dependente da ajuda dos meus filhos, que também precisavam perder o dia para me acompanhar. Era um tormento mesmo”, lembra Maria Cleide.
A dona de casa era acompanhada no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) desde 2020, mesmo hospital em que foi O caso dela foi o 500° transplante da história do hospital, que liderou o ranking de procedimentos de rim na capital em 2024.
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Principais fatores de risco da doença renal crônica (DRC)
Embora muita gente acredite que para evitar a doença renal crônica seja necessário apenas manter uma rotina correta de ingestão de líquidos, para evitar o aparecimento da DRC não basta apenas tomar água.
Pessoas com diabetes ou pressão alta descontrolada por períodos longos acabam sendo os principais atingidos pela DRC, pelas consequências que as doenças têm no rim.
Idosos, fumantes, obesos e pessoas com histórico de doença do sistema circulatório, como infarto e AVC prévio ou insuficiência cardíaca, também têm risco alto de desenvolvimento da doença.
Pessoas que tenham histórico de DRC na família devem fazer check-up frequente da saúde renal.
O ideal é que todos esses públicos, além de pacientes que fazem uso de remédios contínuos que tenham efeito nos rins, façam o check-up anual da saúde renal.
Anos de dificuldades
Maria Cleide começou a enfrentar sintomas renais graves em 2017. Fraqueza e cansaço constantes a levaram ao posto de saúde, onde exames detectaram uma válvula cardíaca comprometida e início de falência dos rins.
Em 2019, o diagnóstico evoluiu para insuficiência renal e a hemodiálise passou a fazer parte da rotina. Em 2021, a dona de casa . Embora o rim possa ser doado entre familiares, os órgãos dos filhos e de um irmão de Maria Cleide foram descartados por questões de saúde: todos apresentavam comprometimentos renais, ainda que mais leves que o da matriarca.
Ela precisou esperar um órgão ideal por quatro anos, até que recebeu a ligação que mudou sua vida.
“Graças a Deus fui transplantada. Sabia que um dia chegaria algum órgão compatível. Estou me recuperando bem e ansiosa para recuperar também a minha vida. Ainda estou processando como vai ser não depender mais da máquina de hemodiálise, furando o braço três vezes na semana”, conta. O órgão compatível chegou de outro estado, autorizado pela família do doador falecido.
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Equipe celebra conquista simbólica
No hospital, a notícia de que Maria seria a paciente do transplante número 500 mobilizou profissionais e pacientes. Segundo o urologista Pedro Rincon, responsável técnico pelos transplantes renais no HUB-UnB, a marca reflete quase duas décadas de trabalho contínuo.
“Estar há vinte anos realizando operações deste tipo, com aumento anual nos números, mostra que estamos no caminho certo”, afirma. A cirurgia foi conduzida por equipe multidisciplinar, com médicos, residentes, enfermeiros e técnicos.
A recuperação da paciente será acompanhada de perto pelos profissionais do HUB, que orientam transplantados sobre os cuidados pós-operatórios, que são baseados em medicamentos imunossupressores. “Falaram que não posso deixar de voltar para o hospital e que gostam muito de mim”, afirma, sorrindo, a dona de casa.
Transplante como alternativa
A doença renal crônica, silenciosa e de progressão lenta, muitas vezes não apresenta sintomas até estágios avançados. Quando os sinais aparecem – como inchaço, alteração na urina ou pressão elevada – o comprometimento dos rins pode ser severo.
Cerca de 155 mil pessoas no Brasil são portadoras de doença renal crônica e dependem de hemodiálise para sobreviver. O procedimento médico substitui o trabalho realizado pelos rins.
O órgão funciona como um filtro para o sangue, removendo substâncias indesejadas que circulam no corpo. Pessoas com insuficiência renal perdem essa capacidade – a doença é progressiva com estágios de 1 a 4, sendo o último o mais grave. Se o paciente em estágio 4 não fizer diálise, o corpo começa a acumular toxinas que causam complicações graves no organismo.
Neste estágio, a única solução capaz de dar mais autonomia ao paciente é o transplante renal. O problema é que a fila de espera para receber um rim é a maior entre todos os órgãos e o processo pode demorar um tempo indeterminado se não houver doadores compatíveis. Atualmente, mais de 42 mil pessoas esperam receber um rim no Brasil.
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