POLÍTICA

Dino bloqueia emendas de saúde por falta de transparência

Published

on


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou nesta 4ª feira (30.abr.2025) o bloqueio da execução de 1.283 emendas de congressistas da saúde. Segundo o magistrado, os recursos não seguem os critérios de transparência estabelecidos em agosto de 2024 de destinação em contas bancárias específicas para o depósito.

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal serão os responsáveis por fazer o bloqueio. O desbloqueio só poderá ser feito a pedido do Ministério da Saúde, que deverá conferir se cada uma das contas foi regularizada.

“Em razão da ausência da abertura e/ou regularização de contas específicas, individualizadas por emenda, não resta alternativa a não ser o bloqueio das emendas parlamentares da saúde relativas às 1283 contas não regularizadas”, declarou o ministro.

Dino também pediu que o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Sistema Único de Saúde) faça uma auditoria para explicar “a situação de cada uma das emendas cujas contas ainda não foram regularizadas”. Leia a íntegra da decisão (PDF – 219 kB).

A decisão se dá depois que a AGU (Advocacia Geral da União) informou à Corte que, das 7.322 propostas de emendas registradas, 6.040 estavam regularizadas em contas correntes específicas e restam pendentes a regularização de 1.283 contas.

No entanto, há uma inconsistência no cálculo. Se 6.040 contas das 7.322 contas são regulares, o total de contas irregulares deveria ser de 1.282 e não 1.283. O Poder360 entrou em contato com o STF e a AGU para esclarecer qual é o número certo. Esta reportagem será atualizada quando os órgãos responderem.

Dino citou que a determinação para a abertura de contas específicas foi reiterada em outros despachos desde agosto de 2024, o que mostra uma flexibilização dos prazos e uma “ponderação” na condução do processo. No entanto, declarou que “não é possível aguardar indefinidamente pelo cumprimento dos deveres constitucionais por parte dos gestores públicos”.

No despacho, o ministro também pediu que a AGU informasse, em até 10 dias úteis, um cronograma para conclusão das análises dos planos de trabalho pelo ministério do turismo. Também pediu explicações sobre o controle em relação aos benefícios do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) antes de abril de 2024, no prazo de 15 dias úteis.



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana