POLÍTICA

DHPP diz que empresário agiu com frieza e deboche e crê em liberdade; esposa “já sabia que seria presa”

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O empresário Cesar Jorge Sechi, preso na última sexta-feira (09), por suspeita de ser um dos mandantes da execução do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, Renato Gomes Nery, teria agido com certo deboche ao ser detido em sua casa, em Primavera do Leste (243 km de Cuiabá). Já a esposa dele, Julinere Goulart Bastos, aparentava tranquilidade, como se já soubesse que seria presa.

Segundo os delegados Caio Albuquerque e Bruno Abreu Magalhães, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, no momento da prisão, Cesar demonstrou frieza e alegou que a prisão era um completo equívoco. “Estava bastante frio, de certa forma até irônico. Ele alega que é um completo equívoco para investigar o que está acontecendo. ele acredita que nada vai ficar comprovado e até que ele consiga a liberdade”, disse o delegado Caio Albuquerque.

João Aguiar/Rdnews

Cesar Jorge Sechi, Julinere Goulart Bastos

Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, presos na sexta-feira (09), durante chegada à DHPP em Cuiabá

“Mas temos elementos suficientes para dizer que ele é um dos mandantes. Temos elementos documentais e temos falas de pessoas próximas a ele. As pessoas que apontam. Estão apontando ele. Então, essa ironia até vai ser totalmente desmistificada e eu acho que atrás disso está uma total consciência de que a verdade chegou”, acrescenta.

Já Julinere parecia estar esperando pela prisão, conforme Bruno Abreu. “Acho que ela já estava esperando. Quando a gente cumpriu a medida cautelar de tornozeleira, ela já sabia que poderia ser presa. Chegamos lá, ela já sabia. Conversou comigo bastante. Demonstrou tranquilidade sabendo que ia ser presa”, revela.

O casal foi preso na sexta em Primavera do Leste e no mesmo dia foram trazidos para Cuiabá. Em depoimento na DHPP, Cesar permaneceu em silêncio. “Ele manifesta o silêncio e sempre falando que não tem nada a ver, que no tocante a ele, a investigação estaria completamente equivocada”, afirmam os delegados.

O depoimento de Julinere, por sua vez, está marcado para esta terça-feira (13). Ela está detida na Penitenciária Feminina Ana Maria Do Couto, enquanto Cesar é mantido na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Execução de advogado

Renato Nery morreu aos 72 anos atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na porta de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, porém não resistiu e morreu horas após o procedimento médico.

Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio do ex-presidente da OAB-MT.



Fonte: RD NEWS

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