POLÍTICA
Assembleia de MT exonera 2 servidores alvos da PC; veja salrios
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB) exonerou os servidores comissionados Juliano Jorge Boraczynski e Renata Rhaiana Padilha, alvos da Operação Poço Sem Fundo. A demissão foi oficializada em edição extra do diário oficial nesta quinta-feira (8).
Além do trio, o ex-deputado estadual Wagner Ramos (UB), atual diretor administrativo da Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat) e o diretor técnico Francisco Holanildo Silva Lima também foram alvos de busca e apreensão da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) que desarticulou um esquema de desvios de R$ 22 milhões dos cofres públicos. Juliano Jorge Boraczynski era consultor adjunto de regularização fundiária com lotação na Secretaria Parlamentar da Mesa Diretora.
Ele foi nomeado em 06 de março deste ano e tinha remuneração de R$ 10,4 mil. Juliano é irmão do ex-deputado Romoaldo Júnior (falecido em março de 2024).
Renata Rhaiana Padilha era gerente de administração de pessoas na Secretaria de Gestão de Pessoas e foi contratada para a função no dia 18 de fevereiro deste ano. Ela tinharemuneração de R$ 9,7 mil.
POÇO SEM FUNDO
Uma denúncia feita pelo Governo de Mato Grosso e resultou na identificação de um grupo atuando na Metamat desde o ano de 2020, que fraudava a execução de contratos para a perfuração de poços artesianos com o objetivo de desviar valores em contratos firmados pela estatal entre 2020 e 2023, cujo propósito era promover o abastecimento de água em comunidades rurais do Estado de Mato Grosso.
As empresas deveriam construir poços artesianos e garantir a distribuição de água para os moradores próximos. Contudo, as auditorias realizadas pela Controladoria Geral do Estado revelaram inúmeras irregularidades, como poços que não foram encontrados nos locais indicados, poços perfurados sem condições de armazenamento da água e até casos em que moradores das comunidades rurais improvisavam modos rudimentares para acessar a água do poço.
Foram identificados poços que teriam sido construídos dentro de propriedades particulares, áreas de pastagens e plantações, garimpos e até dentro de uma granja, além de outros em áreas urbanas, em total desvio do objetivo de atender comunidades rurais. As auditorias também identificaram diversas falhas na execução das obras e na fiscalização, resultando no pagamento pela perfuração de poços secos ou improdutivos.
De acordo com os apontamentos da Controladoria, as inexecuções parciais dos contratos, pagamentos indevidos e transgressões nos termos das contratações resultaram em um prejuízo de pelo menos R$ 22 milhões aos cofres públicos. O Poder Judiciário determinou a realização de outras auditorias para identificar o prejuízo causado em cada contrato e verificar se houve direcionamento nas contratações.
Em 2024, o Governo de Mato Grosso decidiu pela extinção da Companhia Mato-grossense de Mineração. As atribuições da pasta serão transferidas para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.
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