POLÍTICA

Pochmann nega crise no IBGE e diz que órgão “vive momento democrático”

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O presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Marcio Pochmann, declarou nesta 4ª feira (23.abr.2025) que o órgão “não está em crise” e “vive um momento democrático”. Ele falou durante uma audiência pública na CTFC (Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle) do Senado.

A declaração de Pochmann se dá em resposta a críticas feitas por funcionários do instituto em carta aberta divulgada em janeiro. No texto, eles afirmam que a gestão “tem sido pautada por posturas autoritárias e desrespeito ao corpo técnico”.

Questionado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da comissão, sobre o teor da carta, Pochmann afirmou que o documento é uma manifestação que a democracia “permite”.

“A democracia permite que as pessoas se manifestem. Nós absorvemos e procuramos sofisticar as nossas formas de comunicação para ter um melhor desempenho em relação à casa”, declarou. “Não houve nenhuma implicação no plano de trabalho da casa, nas pesquisas. A casa está indo realmente num avanço”, afirmou.

Em 20 de janeiro, o sindicato que representa os funcionários da Unidade Chile do IBGE, no Rio, divulgou uma carta em solidariedade aos diretores do órgão demitidos em 7 de janeiro.

A seção do Assibge (Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE) atribuiu a saída de Elizabeth Hypolito e João Hallak Neto ao fato de “não concordarem com as práticas da gestão” de Pochmann. A carta é assinada por 134 nomes do instituto de pesquisa, dentre gerentes, coordenadores e ex-diretores. Leia a íntegra do documento (PDF – 120 kB).

Pochmann também negou que a criação da fundação IBGE+ tenha sido conduzida de forma sigilosa, como afirmam os funcionários. Segundo ele, a proposta surgiu durante o 1º Congresso Nacional dos Servidores do IBGE, realizado em novembro de 2023.

A IBGE+ é uma fundação de direito privado vinculada ao instituto de pesquisa criada em 2024 sem passar por deliberação do conselho. É chamada por funcionários de “IBGE paralelo”. Pochmann afirmou que o órgão precisa de recursos e por “decidiu-se” criar a fundação –suspensa em 24 de janeiro pelo governo.

“[O evento] foi precedido de grupos de trabalho, são 9 grupos. Um deles, o grupo número 1, discutiu a questão do financiamento, como melhorar as condições de um orçamento tão restrito”, afirmou.

O presidente do instituto declarou ainda que o IBGE sofreu corte orçamentário e que os custos com pessoal aumentaram nos últimos anos. Ele defendeu que a criação da IBGE+ seria uma das formas de ampliar o orçamento da instituição.





Fonte: Só Notícias

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