POLÍTICA

Pessoas presas injustamente estão perdendo a vida, diz Nikolas

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse em ato de Copacabana, no Rio, neste domingo (16.mar.2025) que pessoas presas injustamente pelo 8 de Janeiro estão “perdendo a vida”. Criticou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que “não teve um voto”, mas tem decidido sobre a vida das pessoas.

“Esse país não é ministro do STF. Esse país não é país da esquerda. Esse país é dos brasileiros. Esse país é de vocês, de verde e amarelo, que amam a nossa nação. Não desistam, não parem, não lutam, porque o Brasil é nosso”, disse Nikolas.

Ele participou de manifestação em favor da “anistia humanitária”, em referência aos presos pelo 8 de Janeiro. O ato começou às 10h e reunirá nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL).

O deputado mineiro pediu apoio do projeto de anistia para os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele elogiou Motta por ter recebido “de forma muito solidária” a mãe de 6 filhos que teve o marido preso no ato de 2023. Afirmou que a esquerda “cansou” de depredar o patrimônio público no passado.

O congressista começou o discurso pedindo palmas a Bolsonaro, “o homem que salvou o Brasil do comunismo”. Defendeu que o país não tem o que comemorar, mas muito para lutar.

“Eu me lembro que antes de eu ir casar me veio à memória e caiu a ficha de que várias pessoas como meu avô, como meu tio, que morreram, não estariam no meu casamento e não viriam minha filha. Isso tomou meu coração de muita tristeza. Agora, para pensar no que o STF fez com a vida da família do Clezão”, declarou.

Nikolas se referiu a Cleriston Pereira da Cunha, o “Clezão”, que morreu enquanto estava preso. “Eles não roubaram somente a vida dele. Eles roubaram a oportunidade da sua filha de mostrar o neto, o filho dela, para o seu avô. Tirou a oportunidade de um pai de abraçá-lo, de passar momentos tristes e felizes”, disse.

O deputado disse ainda que o país não é de ministros do STF, nem da esquerda. “Esse país é dos brasileiros, de vocês, de verde e amarelo”, afirmou.

O deputado criticou também o Ministério Público Federal. Afirmou que, ao invés de combater o crime organizado, corrupção e lavagem de dinheiro, está “preocupado porque o Bolsonaro falou que toda mulher petista é feia”. E perguntou: “Agora é obrigado a achar petista bonita? Como diz o pastor Silas Malafaia, vai ver se eu estou lá na esquina”.

Sem citar o nome do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (2007-2014), Nikolas disse que um homem foi condenado a 300 anos de prisão e é influencer em janela de Copacabana.

“Existe um homem que está aqui nessa capital que tem uma condenação de 300 anos e está sendo influenciador em cima da sacada do seu prédio. Enquanto isso, a Débora [Rodrigues dos Santos], que depredou com um batom, a ‘grande terrorista’, uma estátua, e possivelmente vai pegar 17 anos de cadeia”, disse.

Valdemar Costa Neto disse que tem fé que Bolsonaro será candidato à Presidência da República em 2026. Pediu para a plateia gritar “Volta, Bolsonaro”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve um discurso emotivo. Afirmou que passar um dia longe dos filhos “bate saudade”. Ele declarou que há mães e pais passando calor e olhando para o teto de uma cela sem poder colocar “comidinha na boca da sua filhinha na hora do almoço”.

Flávio disse que o ato é para defender a liberdade e que destruir a vida de pessoas humildes e inocentes não irá intimidar e calar os brasileiros. “Nós vamos derrotar o Alexandrismo”, declarou. “Nós vamos derrotar os verdadeiros destruidores da democracia”, completou, quando os manifestantes gritaram “assassino”.

Flávio emendou: “Luiz Inácio enganou algumas poucas pessoas pela última vez. Luiz Inácio destruiu a esperança de algumas pessoas desavisadas pela última vez. Lula, ladrão, seu lugar é na prisão!”.

O senador declarou que o presidente usa a máquina pública para perseguir a oposição política e Bolsonaro. “Nós vamos aprovar a anistia muito em breve. Sim! O próximo presidente do Brasil é Jair Bolsonaro. Sim! Porque nós queremos o nosso futuro de volta. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”, declarou Flávio.

O ato faz parte de uma mobilização para pressionar o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal) pela anulação das penas impostas aos envolvidos no 8 de Janeiro. Também será a 1ª manifestação desde que a PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou Bolsonaro por tentativa de golpe.

A manifestação foi organizada e financiada pelo pastor evangélico e aliado de Bolsonaro de longa data, Silas Malafaia. Será a 3ª manifestação com Bolsonaro custeada pelo líder religioso. Ele apadrinhou os atos de 25 de fevereiro e de 7 de setembro de 2024, na avenida Paulista (SP).

Para o ato, Malafaia seguirá um esquema semelhante ao da última manifestação realizada na capital fluminense, em abril do ano passado. Foram contratados 2 trios elétricos, com capacidade aproximada para comportar 100 pessoas cada um.

Bolsonaro, Valdemar, Silas Malafaia e os principais nomes do PL devem se concentrar em um deles, que será considerado o palco principal. Como o Poder360 antecipou, familiares de Cleriston Pereira da Cunha, o “Clezão”, que morreu enquanto estava preso, também estarão no carro.

O líder religioso também contratou uma equipe para transmitir o evento ao vivo nas suas redes sociais. Serão 5 câmeras e drones. A segurança do evento será realizada pela PMERJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro).

A corporação não informou quantos policiais serão empenhados na ação. No último ato no Rio, em 21 de abril de 2024, foram mais de 1.000 agentes.





Fonte: Só Notícias

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