POLÍTICA

DHPP investiga elo de marido, irmão e amigo de Nataly em execução de grávida

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O delegado Michael Mendes Paes, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que foi instaurado um inquérito policial complementar para apurar o possível envolvimento de Christian Albino Cebalho de Arruda, de 28 anos, Cícero Martins Pereira Junior, 24, e Alédson Oliveira da Silva, 33 – marido, irmão e amigo, respectivamente, da bombeira civil Nataly Hellen Martins Pereira – no assassinato da adolescente grávida Emelly Azevedo Sena. O trio foi preso na semana do crime, mas liberado após a confissão de Nataly de que teria agido sozinha. 

O delegado é o responsável pelo inquérito policial, concluído nesta segunda-feira (24), que indiciou Nataly Hellen pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado pelo motivo torpe, emprego de asfixia, meio insidioso ou cruel, com traição e dissimulação – recurso que impossibilitou a defesa da vítima e com a finalidade de assegurar a subtração de recém-nascido, garantindo sua impunidade; além de ocultação de cadáver e por registrar como próprio um parto alheio e uso de documento falso.

Reprodução

Emelly Sena, suspeitos, marido, irm�o, amigo, Nataly Hellen

No dia da descoberta do assassinato, os três homens foram conduzidos, ouvidos e liberados, uma vez que não havia elementos contra eles para lavratura do flagrante.

“As investigações seguem em andamento para apurar se eles teriam ou não auxiliado a autora de alguma forma, em algum momento dos crimes praticados por ela, assim como para individualização das possíveis condutas praticadas”, disse o delegado.

O crime

Segundo a DHPP, Nataly simulou uma gravidez por meses, utilizando exames falsos e fotos adulteradas para enganar familiares. Durante interrogatório, a mulher confessou friamente os fatos, dizendo que arquitetou e executou o crime sozinha. Conforme as investigações, o objetivo da criminosa era ficar com o bebê da adolescente.

De acordo com a DHPP, para executar o crime, a mulher atraiu Emelly com promessas de doações de roupas e a levou para uma casa no bairro Jardim Florianópolis, pertencente ao seu irmão, local onde a jovem foi morta. Na casa, os policiais encontraram o corpo da adolescente enterrado em uma cova rasa, com parte da perna visível. A vítima estava com o ventre aberto, indicando uma situação de parto forçado, além de apresentar sinais de enforcamento, esganadura e asfixia. Ela estava contida com cabos de internet enrolados no pescoço, mãos e pernas; além de dois sacos plásticos na cabeça.

Provas periciais corroboram as violências qualificadoras, incluindo marcas de asfixia e o corte abdominal. Exame de necropsia, realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) no corpo da adolescente grávida de nove meses, constatou causa da morte por choque hipovolêmico hemorrágico que ocorreu após grandes ferimentos realizados em seu abdômen para a retirada do feto.

A perícia constatou, ainda, que a vítima estava viva enquanto o bebê era retirado de seu ventre. Além disso, foram evidenciadas diversas lesões contundentes, dentre elas, lesões na face e no olho direito que podem ser resultantes de socos.



Fonte: RD NEWS

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