POLÍCIA

PJC mira grupo suspeito de explodir cofre e roubar R$ 29 mil da Havan em VG

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Suspeitos de envolvimento na explosão de um cofre e o roubo de R$ 29,9 mil da Lojas Havan, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, foram alvos de mandados de buscas, nesta quarta-feira (12), durante a deflagração da Operação Navahoff. O crime aconteceu na madrugada do dia 30 de março deste ano, quando os suspeitos arrombaram cadeados e invadiram o local, utilizando máscaras.

De acordo com a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, o grupo faz parte de uma associação criminosa que se dedica a roubos e furtos com emprego de explosivos, nas cidades de Várzea Grande e Cuiabá. Os mandados foram cumpridos nos bairros: Parque do Lago, Jardim Ycaraí, Residencial José Carlos Guimarães e Cohab Jaime Campos, em Várzea Grande.

Reprodução

cofre havan

Print de imagens de uma câmera de segurança que flagrou a chegada dos suspeitos, antes de cometerem o crime no mês de março.

O crime

As investigações iniciaram em março deste ano para identificar o grupo criminoso. Na ocasião, cinco suspeitos, todos armados, arrombaram os cadeados do portão do pátio da loja e usando dinamite, explodiram a parede do prédio e levaram malotes de dinheiro do cofre.

Na mesma data, as equipes da Derf de Várzea Grande prenderam em flagrante um dos envolvidos no crime e apreenderam um dos veículos utilizados para a prática do crime.

A.P.S. foi identificado como piloto de fuga para o bando criminoso e o responsável em levar os comparsas até a loja Havan e depois deixá-los no local onde fariam a divisão do dinheiro. Para a ação criminosa foi usado um veículo Etios, roubado no dia 19 de março deste ano quando duas estudantes saíam da faculdade no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, e foram rendidas sob ameaça de arma de fogo.

Outros envolvidos

No decorrer das investigações, a delegacia especializada identificou o suposto líder do grupo, L. R. P. A., conhecido como Mano Hacker, que na noite do crime na Havan teria ficado nas imediações da loja coordenando a ação criminosa.

Outro suspeito, M. A. B. S, atuaria como gerente do bando e também recrutaria outros integrantes para a associação criminosa.

Ainda na estrutura do grupo criminoso, o investigado W. G. T. seria o responsável por guardar os explosivos e fazer a detonação no local do crime. O último identificado, R. E. F. M., também teria ficado na linha de frente da ação criminosa.

Segundo a Polícia Civil, após a explosão do cofre da Havan, os investigados ficaram insatisfeitos com o valor subtraído e alegaram que foi usado pouco explosivo, pois a intenção era explodir um buraco maior na parede, para arrastarem o cofre para fora, colocá-lo no carro e fugirem imediatamente.

Outras ações criminosas

A investigação da Derf apontou ainda que o modo de agir do grupo criminoso é invadir locais para explodir os cofres, todos armados e, em caso de haver vigilante, estarem preparados para o confronto. Outra peculiaridade da atuação do grupo é recrutar funcionários de grandes empresas para obter informações privilegiadas sobre a movimentação financeira e local exato do cofre.

Durante as investigações, a delegacia especializada apurou que o grupo criminoso também planejava furtar o cofre de uma empresa do ramo de autopeças e explodir um caixa eletrônico de uma agência bancária.

Conforme a Polícia, além dos furtos com o emprego de explosivos, o grupo atuava em roubos a residências e empresas. Eles costumavam monitorar a rotina das vítimas, por até 15 dias, se revezando no monitoramento.

Outra prática eram roubos onde simulavam a colisão na traseira do veículo para forçar o condutor a parar o carro, quando então, armados, rendiam as vítimas e as obrigavam a dirigir até a própria residência ou empresa e cometiam o roubo.

Após tomarem conhecimento sobre a prisão do primeiro comparsa, os demais integrantes do grupo teriam planejado executar o suspeito que foi preso logo após o furto à Havan, por meio de uma sessão de espancamento dentro do presídio onde ele está.

Fichas criminais

Segundo a Polícia Civil, todos os envolvidos no furto da loja Havan têm registros criminais; três possuem condenações por crimes como roubo, homicídio e furto.

Além dos mandados cumpridos, um dos investigados, W. G. T., foi autuado em flagrante por furto de energia elétrica. Ele já tem condenação por roubo majorado e furto qualificado, e responde a processo por tentativa de homicídio.

R. P. A. responde a processos por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e furto qualificado.

M. A. B. S. foi preso em flagrante por um roubo a residência em junho deste ano, quando vigiaram a casa da vítima por 15 dias. Na ocasião, ele chegou a fazer quatro disparos contra as vítimas, mas felizmente não atingiu ninguém. O indiciado tem quatro condenações por roubo.

R. E. F. M. responde a processos por roubo majorado e condenação por homicídio qualificado.



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