JUDICIARIO
Novo desembargador: reeleição pode fazer bem para o Tribunal
O desembargador Wesley Sanchez Lacerda, que tomou posse na quinta-feira (24) no Tribunal de Justiça, se posicionou favorável à ideia de se estabelecer a reeleição de presidente do Judiciário mato-grossense. Ele, no entanto, preferiu ser cauteloso ao comentar o tema.

Bom, eu não sou contra a reeleição. Eu preciso estudar o regimento
Atualmente não é permitida a reeleição aos cargos de presidente, vice-presidente e corregedor-geral do Poder Judiciário. O assunto, no entanto, tem voltado à tona, com uma série de magistrados propondo a revisão deste dispositivo.
“Bom, eu não sou contra a reeleição. Eu preciso estudar o regimento, que é uma coisa que eu não conheço, eu sou um novel desembargador. Então eu preciso conhecer toda a legislação orgânica do Tribunal de Justiça e aí talvez eu tenha um posicionamento. De primeira mão, não vejo o porque [ser contra]”, declarou.
Lacerda citou como exemplo o Ministério Público Estadual, de onde ele veio e onde é permitida a recondução ao cargo. De acordo com ele, o órgão só ganhou com isso.
“No Ministério Público é possível, o MP admite uma recondução para o procurador-geral de Justiça e depois se houver um hiato de um mandato, ele pode voltar. E o MP só ganhou com isso. Então eu penso que talvez seja possível isso no âmbito do Tribunal de Justiça”.
“Precisamos verificar a Loman [Lei Orgânica da Magistratura], o Regimento Interno, para a gente poder ter um ponto. O meu posicionamento pelo Ministério Público, que é o que eu vivi até hoje, é favorável. Agora eu preciso ver e falar sobre as lentes da Magistratura”, encerrou.
Outros desembargadores do Tribunal já haviam defendido publicamente que apoiam mudanças na Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional) para permitir a reeleição.
Posse no TJ
Wesley tomou posse na cadeira que pertencia ao agora desembargador aposentado Paulo da Cunha no TJMT. Ele assume a vaga reservada ao quinto constitucional, dedicada a um membro do Ministério Público do Estado.
Wesley era membro da Corregedoria Geral, da Procuradoria de Justiça Especializada, fazia parte da coordenação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), da coordenação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), e foi diretor-geral da Fundação Escola Superior do Ministério Público.
Ele fez parte de uma lista sêxtupla eleita por membros do Conselho Superior do MPE e depois encaminhada ao TJMT, que a reduziu a uma lista tríplice e enviou ao governador Mauro Mendes, que escolheu pelo nome de Lacerda.
Leia mais:
Wesley lembra “pressão” para desistir e ceder vaga a uma mulher
Desembargadores defendem reeleição no TJMT: “Lei da Ditadura”
-
ESPORTES4 dias agoSeleção Brasileira define numeração dos jogadores para a Copa de 2026
-
ESPORTES3 dias agoBrasil goleia o Panamá no Maracanã e se despede da torcida antes da Copa de 2026
-
POLÍCIA3 dias agoPM prende dois homens por tráfico de drogas e apreende mais de R$ 2 mil
-
POLÍCIA3 dias agoAção integrada apreende 89 quilos de entorpecentes diversos em Bom Jesus do Araguaia
-
POLÍCIA4 dias agoPolícia Civil prende homem que usava nome falso há 10 anos
-
SAÚDE4 dias agoCentro de Educação Infantil passa por dedetização neste sábado
-
ESPORTES4 dias agoCorinthians vence o Grêmio e ganha fôlego antes da pausa no Brasileirão
-
MATO GROSSO5 dias agoJustiça e afeto unem família em adoção realizada no Dia Nacional da Adoção

