MATO GROSSO
Monitoramento de preços da Seaf ajuda produtor a definir valor de venda em MT
Com dados focados na realidade local, o monitoramento de preços realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) tem se tornado uma ferramenta estratégica para orientar produtores rurais na definição de seus preços de venda. Por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (ProHort), do Governo Federal, a Seaf divulga semanalmente os valores praticados na comercialização de 68 produtos hortigranjeiros em Mato Grosso, com precisão e abrangência que refletem o cenário real do mercado regional.
Nas tabelas, são fornecidas variáveis como transporte, disponibilidade de insumos e condições logísticas, o que permite uma precificação mais alinhada com o cenário real do mercado estadual.
“Em comparação com a tabela nacional, a de Mato Grosso oferece uma análise mais aprofundada dos setores agrícolas, sendo essencial para quem busca competitividade e assertividade na elaboração de propostas e orçamentos”, destaca o coordenador do ProHort na Seaf, Bosco Maiolino de Mendonça.
Em Mato Grosso, o ProHort é executado em uma parceria da Seaf com a Prefeitura de Cuiabá e a Associação dos Permissionários do Terminal Atacadista da Capital (Apetac).
Todos os dias, às 5h30 da manhã, o servidor da Seaf atualiza a tabela de preços dos produtos comercializados no terminal e envia os dados a plataforma do ProHort, que está vinculado à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Governo Federal, que divulga as informações de cada Estado no âmbito nacional. Os dados de Mato Grosso também são publicados semanalmente no site e no Instagram da Seaf.
“Nosso trabalho começa cedo para que o produtor tenha credibilidade e segurança na hora de negociar. A tabela específica do Estado serve como guia adaptado à realidade local”, explica.
A coleta dos preços começa por volta das 3h. Ela é feita pelo engenheiro agrônomo da Prefeitura de Cuiabá, Vanderlei Aparecido dos Santos, que percorre os boxes do Terminal Atacadista, no Distrito Industrial, onde cerca de 200 produtores comercializam os produtos. “Durante a semana, coletamos os dados e, aos finais de semana, finalizamos o levantamento. No boletim, informamos o preço mais comum, além dos valores mínimo e máximo praticados no atacado”, explica Vanderlei.
A plataforma nacional do ProHort permite consultas a séries históricas, análises de mercado e identificação das regiões produtoras. Em Mato Grosso, um relatório anual apresenta a média mensal dos preços, com gráficos que evidenciam a flutuação de valores. “Esse levantamento é essencial para o planejamento da produção e da comercialização dos hortigranjeiros”, reforça Vanderlei.
Fonte: Governo MT – MT
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