POLÍTICA

Preso por matar esposa se cala durante interrogatório; PJC ouvirá familiares

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O engenheiro agrônomo Daniel Frasson, de 36 anos, preso pela morte a facadas da esposa, Gleici Keli Geraldo de Souza, 42, e por tentar matar a filha de 7 anos, permaneceu em silêncio durante o interrogatório da Polícia Civil, nessa quarta-feira (25). O crime ocorreu na manhã de terça (24), em Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá). Conforme o delegado Alan Vitor da Mata, que conduz a investigação, Daniel apenas reafirmou que está em estado depressivo, mas não quis dar detalhes da motivação do crime.

O interrogatório ocorreu no hospital onde Daniel segue internado desde terça, uma vez que tentou se matar após o crime. Durante audiência de custódia nessa quarta, ele teve a prisão em flagrante convertida para preventiva e está sob custódia da Polícia Penal, que fará a transferência do suspeito para a penitenciária após liberação dos médicos.

Reprodução

Gleici Keli Geraldo de Souza e Daniel Frasson

Daniel Frasson, a filha de 7 anos (que está internada) e a esposa, Gleci Keli, que foi assassinada

Segundo o delegado, a postura de Daniel não impede seu indiciamento pelos crimes de feminicídio consumado e tentativa de homicídio contra menor de 14 anos, ambos praticados em contexto de violência doméstica e familiar. “Ele já estava indiciado, porque foi autuado em flagrante e preso no local do crime, mas se reservou ao direito constitucional de permanecer calado, não querendo colaborar e nem esclarecer o que o levou a praticar tamanha barbaridade”, afirmou o delegado.

“Nesse infeliz dia, ele resolveu acordar, acordou a mulher mediante facadas e também acordou a filha mediante facadas”, completou.

De acordo com o delegado, foram feitas checagens pelos investigadores e não há histórico de violência entre o casal, sem qualquer registro de boletins de ocorrência envolvendo as vítimas. “Não existiam boletins de ocorrência envolvendo esse casal, então foi um fato extremamente violento e isolado, que só a ele caberia o esclarecimento”, pontuou.

Sobre a alegação de que Daniel sofre de depressão – o que culminou, inclusive, no pedido da defesa por instauração de incidente de insanidade mental durante a realização da audiência de custódia, pontuando que o suspeito não teria condições mentais para entender o que estava fazendo -, o delegado pontua que é algo que ainda será checado.

“É um procedimento à parte, não atrapalha ou impede a investigação, que será dada continuidade. Ontem nós realizamos aqui o interrogatório, nós realizaremos agora as oitivas dos familiares, exatamente pra confirmar essas informações, e também aguardaremos aí os laudos, tanto de necrópsia da vítima, quanto também da faca, do local do crime e da dinâmica ali do que aconteceu. Aguardamos também, oramos, para que a filha se recupere e ela também será submetida à perícia. Já pedimos também pra analisar ali as lesões que infelizmente ele provocou”, pontuou.

Criança em estado grave

Atingida por sete facadas, a filha de Daniel precisou ser transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Cuiabá, em estado grave. O Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemosan) da Capital, publicou nas redes que a menina precisa de doação de sangue

Como a menina é menor de idade e seu nome é mantido em sigilo, os interessados em doar para ela devem mencionar o caso ao chegar no ponto de doação. Por conta da gravidade da menor, familiares pedem doações com urgência.



Fonte: RD NEWS

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