SAÚDE
Mulher alerta sobre riscos do vício em drogas: “Xixi tinha gelatina”
A jovem passou a , até perceber uma “gelatina” saindo junto com o xixi. Era o revestimento da bexiga de Paige.
Ela conta que largou o vício há nove meses e usa as redes sociais para tentar alertar outros jovens sobre. “Quero conscientizar porque sei da dor física e emocional que isso me causou e não desejaria isso nem para o meu pior inimigo”, disse ao jornal Daily Mail.
Cetamina
A cetamina, também é conhecida como ketamina ou quetamina.
É um medicamento da classe dos anestésicos com venda e uso controlado.
Ele vem sendo usada em dosagens baixas e com supervisão para tratar .
Também é indicado para uso em ambiente hospitalar durante cirurgias, por exemplo.
Quando usado fora desses contextos, sem prescrição ou supervisão médica, ela pode causar dependência, depressão respiratória e até levar à morte.
Paige começou a tomar o anestésico esporadicamente, em festas, mas no intervalo de um ano, o hábito se tornou um vício. A jovem conta que chegou ao ponto de cheirar a droga praticamente todos os dias e gastar cerca de mil libras por mês (equivalente a aproximadamente R$ 7,4 mil).
“Eu tinha 19 anos. Um amigo me pediu para comprar um pouco para uma rave que íamos e foi a partir daí que tudo começou. Virou algo de fim de semana, depois começou a aumentar durante a pandemia, passei a usar vários dias e depois todos os dias. Inicialmente, eu realmente gostei. Levei três anos para perceber que era viciada”, recorda a jovem.
Sintomas
Os sintomas de Paige começaram com idas frequentes ao banheiro — ela chegou a contar 50 vezes em um único dia —, até perceber a alteração na urina. “Eu não tinha a mínima ideia de que isso poderia acontecer. Foi horrível, eu estava com dor”, conta.
Paige procurou ajuda médica pela primeira vez em 2021, quando foi a um pronto-socorro com fortes “cólicas K”, como o sintoma é chamado. Em 2023, depois de fazer uma ultrassom e uma cistoscopia, os médicos descobriram que a bexiga dela havia encolhido consideravelmente.
Segundo os médicos, o dano era irreversível e a capacidade da bexiga dela foi reduzida ao equivalente a um copo de água — cinco por cento da quantidade que o órgão saudável comporta, em média.
A jovem passa por tratamento de instilação da bexiga para aliviar a dor e tentar esticar a bexiga a partir de um medicamento inserido por meio de catéter.
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