ECONOMIA

Bandeira amarela eleva custo da energia no país

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou que a bandeira tarifária de julho de 2026 continuará amarela, gerando uma taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh. O cenário de escassez hídrica eleva os custos e impulsiona a busca por energia solar no brasil. Em resposta a esse panorama, municípios e consumidores privados expandem a instalação de estruturas fotovoltaicas para mitigar o impacto financeiro nas contas de luz.

A persistência da bandeira amarela decorre do avanço da estação seca, que reduz o nível dos reservatórios hidrelétricos e exige o acionamento de usinas termelétricas de custo elevado. Diante desse encarecimento sazonal, a Prefeitura de Niterói inaugurou o Parque Solar do Morro da Boa Vista, um projeto de R$ 7,7 milhões construído em uma área de encosta no bairro de São Lourenço.

Os indicadores técnicos oficiais do complexo municipal apontam os seguintes dados:

  • Instalação em linha de mais de 2.000 módulos fotovoltaicos.
  • Expectativa de geração mensal entre 150 mil e 165 mil kWh.
  • Projeção de redução anual de R$ 1,6 milhão no orçamento da cidade.

As diretrizes operacionais do sistema de bandeiras indicam o seguinte panorama de custos para o consumidor:

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido.
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Viabilidade econômica da energia solar no Brasil

Anderson Oliveira, CEO Operacional do Grupo EcoPower Eficiência Energética, declarou que as oscilações regulatórias aceleram a transição para fontes alternativas. O executivo informou que a implantação de painéis solares reduz a dependência da rede convencional em até 95%, otimizando o consumo de energia no país.

“A EcoPower atua no desenvolvimento, instalação e manutenção de projetos fotovoltaicos personalizados para residências, empresas, indústrias e propriedades rurais. Ao instalar painéis solares, o consumidor passa a produzir a própria eletricidade a partir da luz do sol, reduzindo a dependência da rede de distribuição convencional em até 95%. Além da durabilidade do produto, com cerca de 25 anos”, destaca Anderson.

A administração de Niterói apontou que a usina mitiga riscos ambientais e direcionará a economia gerada para novos investimentos locais.

Para Anderson, a procura por energia solar que o setor público e grandes empresas só comprova o benefício que a energia limpa que o solar proporciona, só comprova o benefício: “Se grandes investidores e até mesmo o setor público estão migrando para o solar, é a comprovação das vantagens que a energia solar produz. O setor público busca manter as diretrizes orçamentárias, e as empresas buscam reduzir os custos de seus investimentos. A redução financeira nas contas de energia elétrica permite que os recursos sejam canalizados para outros investimentos, gerando qualidade de vida para os usuários. Tanto para a população dos municípios que podem receber melhor atendimento em educação, saúde, segurança pública, como na qualidade dos produtos produzidos pelas empresas que reduzem seus custos, e assim, dispõem de preços competitivos e melhorias na qualidade da produção”, apontou Anderson.



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