POLÍTICA
Vereadora questiona contrato para estacionamento em Cuiab
Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (26), a vereadora Michelly Alencar fez um pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá ao abordar a situação do contrato firmado na última gestão do Executivo municipal com a empresa CS MOBI, responsável pela obra do Mercado Municipal da Miguel Sutil, localizado na Avenida Isaac Póvoas, na capital. Michelly ressaltou que o contrato foi aprovado na legislatura passada e questionou a ausência de posicionamento dos vereadores que, à época, votaram favoravelmente ao projeto.
“A obra ficou parada por muito tempo. Fizemos inúmeras fiscalizações e não havia sequer um trabalhador lá. Enquanto isso, o cuiabano seguia pagando. E, mais grave: sem nenhuma contrapartida enquanto o mercado não estivesse pronto”, destacou. A vereadora lembrou que, desde o início, levantou questionamentos sobre o contrato, principalmente sobre a falta de garantias para a população durante o longo período da obra.
A concessão do contrato é de 30 anos e foi firmada na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). “É inadmissível que, além de atrasos e problemas na execução, a Prefeitura hoje ainda tenha que desembolsar mensalmente R$ 650 mil por uma obra que não está concluída”, afirmou.
Outro ponto que causou preocupação foi o pedido de reajuste apresentado pela empresa, além da tentativa de retirada da isenção no estacionamento para idosos, o que, segundo Michelly, representa mais um desrespeito com a população. A CS MOBI, além de responsável pela construção do novo Mercado Municipal, também administra o sistema de estacionamento rotativo no centro de Cuiabá.
“Se temos um contrato em que nem o prefeito pode questionar, algo está muito errado. É preciso, sim, rever, discutir e, se for o caso, tomar medidas mais duras. Afinal, quem paga essa conta é o povo de Cuiabá, que já enfrenta tantas dificuldades, inclusive vivendo um estado de calamidade pública”, frisou. Por fim, a parlamentar cobrou que a discussão sobre o contrato seja feita de forma responsável, fundamentada e com total transparência.
“Cadê a fundamentação? Cadê quem leu esse contrato antes de votar? Porque aprovaram e hoje não se manifestam?”, concluiu. A fala da vereadora ocorreu durante a discussão dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o contrato da CS MOBI.
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