POLÍTICA

Psol processa deputado de MT por comparar sigla com faces criminosas

Published

on


PSOL-JULIO CAMPOS.jpg

 

Tramita no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais de Cuiabá uma ação do diretório estadual do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) contra o deputado estadual Júlio Campos (UB) por associar a sigla com as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O presidente da legenda, José Roberto De Freitas Cavalcante, pede R$ 70 mil de indenização. 

O caso teve origem em uma entrevista concedida pelo deputado Júlio Campos em 12 de fevereiro deste ano, durante a cobertura de uma crise no abastecimento de água em Várzea Grande. Na ocasião, Campos descartou a possibilidade de sabotagem política e sugeriu que eventuais problemas poderiam ser obra de “algum outro grupo, PSOL, sei lá, Comando Vermelho, alguma coisa disso aí, PCC, sei lá o quê”.

“A fala do requerido é tendenciosa, sorrateira e com tom de debochando (apresentando sorrindo dissimulado), por tanto macula a verdade na medida em que suas alegações circuladas por meio da entrevista são inverídicas, causando danos de grande monta, e gravíssima violação à imagem e do Requerente e os filiados do partido político Psol-MT”, reclama o partido político de esquerda, em trecho da petição.

A declaração foi divulgada em portais de notícias do Estado, além de redes sociais, algo que teria chocado os filiados. “Notícia que chocou o requerente e os filiados do Partido, assim como a população local, nacional e internacional repercutiu em todas as mídias locais, nacionais e Internacional, esse potencial de divulgação de conteúdo implica também na potencialização das consequências decorrentes das acusações que profere, de forma ilícita, causando graves danos à honra e imagem do Requerente e de seus filiados”, sustenta os Psol.

A sigla alega que as declarações do deputado violaram direitos fundamentais do partido, incluindo honra, imagem e dignidade. A petição inicial destaca que a associação do partido a organizações criminosas causou “danos irreparáveis”, afetando não apenas a reputação do PSOL, mas também a de seus filiados e futuros candidatos.

O partido ressalta que a liberdade de expressão, garantida pela Constituição Federal, não é absoluta e não pode ser usada para difamar ou injuriar terceiros. A legenda, requer além da indenização de R$ 70 mil, uma retratação pública de Júlio Campos nas redes sociais e veículos de comunicação que divulgaram as declarações originais, por um período de um mês. Ainda não há decisão nos autos





Fonte: Folhamax

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana