POLÍTICA

Ex-perito nega fraude e insinua que autoria seria de servidora investigada

Published

on


O ex-perito Thyago Jorge Machado, alvo de operação da Polícia Civil que investiga fraudes em laudos periciais em um processo cível, negou qualquer relação pessoal ou profissional com a perita criminal Luciana Dias Correa de Oliveira, também investigada, salientando não integrar mais os quadros da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e que, nesse caso, a responsabilidade do caso recaria somente sobre a servidora nomeada pelo Juízo – no caso, Luciana. Em nota, ele argumentou que as fraudes só poderiam ser feitas por alguém com vínculo com a instituição.

“Caso tenha havido acesso indevido a um documento sigiloso dentro da Politec — suposto objeto da investigação — tal ação só poderia ter sido praticada por alguém com vínculo com o órgão. Nesse contexto, considerando que a apuração envolve apenas duas pessoas, sendo uma delas integrante da instituição e a outra não, infere-se que a responsabilidade recairia, em tese, sobre a referida perita”, afirmou.

PJC

operacao mente perita

 A Operação Mente Perita foi deflagrada nessa terça-feira (10), em Sorriso (a 397 km de Cuiabá). A investigação teve início após denúncia de uma vítima, que alega ter sido procurada pelo ex-perito, que solicitou R$ 2 milhões para que fosse fraudado um laudo em um processo judicial, com valores em torno de R$ 50 milhões, no qual sua comparsa teria sido nomeada como perita do Juízo.

Na nota, Thyago Machado reforçou que Luciana é a única das investigadas com vínculo com a Politec.

“Esclareço que não tenho qualquer relação pessoal ou profissional com a perita Luciana. Também não atuei como perito ou assistente técnico no processo em trâmite na Vara Única de Nova Ubiratã, no qual ela apresentou o laudo técnico”, afirmou.

“Se a investigação trata de eventual falsificação ou adulteração de laudo judicial, subentende-se que o documento em questão seja o elaborado e entregue pela perita criminal Luciana Dias Correa de Oliveira”, completou. 

O caso 

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, em parceria com a perita, solicitava vantagens financeiras a partes litigantes em processos judiciais, a fim de darem resultados favoráveis nas perícias em que atuam, fraudando laudos. No caso investigado, o valor solicitado seria para atestar se a assinatura de uma pessoa era verdadeira ou falsa.

Com base nos elementos apurados, foi representado pelo mandado de busca e apreensão na residência dos dois investigados, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos em Cuiabá.

Durante o cumprimento das buscas na casa do investigado, foram apreendidas uma pistola .380 e 82 munições intactas, além de um aparelho para contagem de cédulas. Em relação às buscas contra a servidora, nada ilícito foi encontrado em sua residência, sendo apreendidos apenas o seu aparelho celular e notebook.

As investigações seguem em andamento para análise do material apreendido, que podem trazer novos elementos de prova, assim como identificação de outras vítimas e envolvidos.

Outro lado

A reportagem tentou contato com Luciana, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.



Fonte: RD NEWS

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana