SAÚDE
NB.1.8.1: o que sabemos até agora sobre a nova variante do coronavírus
“Nesse momento, a NB.1.8.1 ainda não é motivo de preocupação. Ela é uma subvariante derivada da Ômicron e a recomendação é a mesma de sempre: que a pessoa esteja com o calendário vacinal em dia, levando em conta a grande circulação de vários tipos de vírus atualmente”, explica o virologista e professor Fernando Spilki, da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul.
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A chegada da nova cepa ainda não foi confirmada no Brasil. Como a maioria dos testes brasileiros para detecção da Covid-19 são rápidos, dificultando a geração de material para análise genômica, o país tem dificuldade em obter amostras para sequenciamento genômico e identificação de variantes.
“Mesmo assim, há um banco de amostras sendo analisado em alguns laboratórios e pode ser que em algum momento encontremos a nova variante. Provavelmente, ela já apareceu devido ao tráfego que temos com outros países”, diz Spilki.
Sintomas da Covid-19
Os sinais originais da Covid-19, como perda de olfato, mudaram muito desde o início do perído pandêmico.
Atualmente, os sintomas mais comuns são muito semelhantes com os de uma gripe: coriza, tosse e dores de cabeça e garganta lideram a lista de relatos dos pacientes.
A principal diferença para a gripe é que a presença de febre, em casos leves de Covid-19, é rara.
Pessoas infectadas com variantes derivadas da JN.1 também têm relatado entre os principais sintomas a insônia e uma sensação de preocupação e ansiedade.
O que é NB.1.8.1?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a NB.1.8.1 é derivada de recombinante XDV.1.5.1. Quando comparada com a variante dominante atual, a LP.8.1, a nova cepa possui mutações adicionais na proteína Spike.
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Foram encontradas mutações na posição 445, que podem aumentar o potencial transmissível da cepa; na posição 435, que podem reduzir o potencial de neutralização de anticorpos; e na 478, que podem aumentar a evasão dos anticorpos.
A única diferença da NB.1.8.1 em relação a outras variantes está no potencial de transmissão.
O que diz a OMS
Em comunicado, a OMS classificou a NB.1.8.1 como uma “variante sob monitoramento” por ter mutações importantes e estar se espalhando globalmente. No entanto,
“Espera-se que as vacinas contra a Covid-19 atualmente aprovadas permaneçam eficazes contra essa variante contra doenças sintomáticas e graves”, afirmou a OMS.
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