SAÚDE
EUA: homem acorda enquanto médicos o preparavam para doação de órgãos
Ele começou a se agitar e olhar ao redor após a retirada do suporte de vida. Os médicos o sedaram novamente e só então interromperam o . Hoover, hoje com 36 anos, sobreviveu com sequelas neurológicas e não foi possível determinar se elas são fruto da cirurgia ou da overdorse, mas ele não é mais capaz de falar e se move com dificuldade.
Quem não pode doar órgãos?
Portadores de infecções sexualmente transmissíveis, como a HTLV 1 e 2 e as hepatites B e C, pessoas com tuberculose ativa ou doença de Chagas, por exemplo, estão restringidos de doar.
Indivíduos com doenças degenerativas crônicas, que tenham estado em coma, tenham sepse (uma infecção sistêmica generalizada) ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas (IMOS), em teoria, também não podem fazer a doação.
A idade também conta. Menores de 21 anos sem a autorização dos responsáveis não podem doar. Apenas as córneas, se saudáveis, podem ser doadas sem idade estabelecida. Além disso, os órgãos sólidos têm limites de idade muito específicos. Confira:
Rim, 75 anos.
Fígado, 70 anos.
Válvulas cardíacas, 65 anos.
Pele e ossos, 65 anos.
Coração, 55 anos.
Pulmão, 55 anos.
Pâncreas, 50 anos.
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Consequências até hoje
O caso ocorreu no estado do Kentucky, nos Estados Unidos, e levou a uma investigação federal que colocou em suspeita as declarações de mortes cerebrais em usuários de drogas, que podem estar sendo aceleradas para diminuir filas de transplantes.
A irmã de TJ Hoover, como ele é conhecido, comemorou a investigação da Health Resources and Services Administration (HRSA).
“É uma pequena vitória! O governo federal determinou que houve conduta ruim dos médicos no caso de TJ! Temos que mudar este sistema. Eles queriam fazer o procedimento de qualquer forma”, disse LaDonna Hoover no Facebook.
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Falhas no sistema de doação de órgãos
Filmagens dos preparativos para a retirada dos órgãos de TJ mostram que ele chorou, moveu as pernas e balançou a cabeça durante os preparativos, que ainda assim não foi interrompido até que ele despertasse totalmente.
O relatório da HRSA indica evidências de que nos últimos quatro anos, pelo menos em 73 casos, pacientes apresentavam melhora neurológica depois de terem a morte cerebral decretada, mas os planos de doação não foram interrompidos. Alguns demonstraram dor ou angústia durante os preparativos. A maioria morreu horas depois, mas outros sobreviveram e deixaram o hospital.
O foco da investigação foi a “doação após morte circulatória”, comum em pacientes com alguma função cerebral, mas sem expectativa de recuperação. Eles são mantidos em suporte de vida até a retirada de órgãos, que só ocorre se o coração parar dentro de uma ou duas horas.
A investigação revelou falhas graves, como ignorar efeitos de sedativos ou de drogas que mascaram o estado real dos pacientes. A avaliação do caso agora deve seguir na justiça americana.
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