OPINIÃO

Brasil ascende no cenário econômico global enquanto EUA enfrentam desafios

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O panorama econômico mundial tem testemunhado reviravoltas notáveis, e as recentes decisões da agência de classificação de risco Moody’s funcionam como um guia, evidenciando uma trajetória promissora para o Brasil em contraste com as dificuldades enfrentadas pela antes sólida economia dos Estados Unidos. Em contraposição a uma narrativa pessimista que insiste em projetar um futuro sombrio para o país, a realidade, revelada pelas avaliações de crédito e pela comparação objetiva com a maior potência econômica global, indica um caminho de progresso e consolidação para o Brasil.

A elevação da nota de crédito soberano brasileira, em outubro de 2024, pela Moody’s, de Ba2 para Ba1 – um avanço modesto, mas relevante, rumo ao tão desejado grau de investimento – não é um acontecimento isolado. Ela reflete o reconhecimento internacional dos avanços concretos que o Brasil tem alcançado. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), impulsionado por reformas econômicas estratégicas, como a tributária, demonstra um esforço contínuo para criar um ambiente de negócios mais favorável e sustentar um desenvolvimento a longo prazo. A agência também destacou o compromisso do governo com a disciplina fiscal e a perspectiva de estabilização da relação dívida/PIB, elementos cruciais que abrem caminho para uma maior confiança dos investidores.

Por outro lado, o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos, em maio de 2025, de “Aaa” para “Aa1” pela mesma Moody’s lança uma sombra de alerta sobre a saúde fiscal da maior economia do planeta. A agência apontou o aumento preocupante da dívida e dos juros a níveis significativamente superiores aos de nações com classificação similar. A crítica incisiva à falha de sucessivas administrações e do Congresso americano em implementar medidas eficazes para conter os persistentes déficits fiscais e os crescentes custos de juros é um diagnóstico inquietante. Mesmo mantendo a perspectiva “estável”, a perda do selo de excelência “Aaa” pela primeira vez em mais de um século representa um marco histórico e um sinal de que a complacência fiscal tem um preço.

Essa dicotomia nas avaliações de crédito não é apenas um dado estatístico; ela representa uma oportunidade estratégica para o Brasil. Enquanto os Estados Unidos enfrentam desafios internos para equilibrar suas contas, o Brasil demonstra um progresso estrutural e um compromisso crescente com a estabilidade econômica. Em um cenário global cada vez mais incerto, essa solidez relativa pode transformar o Brasil em um porto seguro para investimentos internacionais, ávidos por economias com fundamentos macroeconômicos consistentes e perspectivas de crescimento promissoras.

É nesse contexto que o papel do patriotismo se torna fundamental. Longe de ser um mero sentimento superficial, o patriotismo, neste contexto, se traduz em reconhecer e valorizar os avanços do país. Significa ir além da polarização e da disseminação de narrativas catastrofistas que parecem torcer pelo insucesso nacional. Envolve, sim, a crença no potencial do Brasil, a divulgação de notícias positivas que reflitam o progresso real e o incentivo a investimentos que gerem empregos, renda e desenvolvimento para todos os brasileiros. Ao fortalecermos a confiança interna em nossa economia e em nosso futuro, criamos um ciclo virtuoso que atrai mais capital, impulsiona o crescimento e eleva a qualidade de vida da nossa população.

Em síntese, o momento atual oferece ao Brasil uma chance de ouro para consolidar sua trajetória ascendente no cenário econômico global. Com a manutenção da responsabilidade fiscal, a continuidade das reformas estruturais e, fundamentalmente, com o apoio e a crença da sociedade brasileira em seu próprio potencial, o país não apenas se aproximará do grau de investimento, mas se firmará como uma economia emergente de destaque, capaz de trilhar um caminho de prosperidade e desenvolvimento sustentável. É hora de abraçar essa realidade com otimismo estratégico e trabalhar juntos para construir o futuro promissor que o Brasil tem o potencial de alcançar.

Referências:

* Moody’s eleva nota de crédito do Brasil e país se aproxima de grau de investimento. CNN Brasil, 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/moodys-eleva-nota-de-credito-do-brasil-e-pais-se-aproxima-de-grau-de-investimento/.

* Moody’s rebaixa nota de crédito dos EUA e tira país do clube de elite AAA. CNN Brasil, 2025. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/moodys-rebaixa-nota-de-credito-dos-eua-e-tira-pais-do-clube-de-elite-aaa/.

Angelo Silva de Oliveira é controlador interno licenciado da Prefeitura de Rondonópolis/MT, presidente de honra da Associação dos Auditores e Controladores Internos dos Municípios de Mato Grosso (AUDICOM-MT), mestre em Administração Pública (UFMS), especialista em Gestão Pública Municipal (UNEMAT) e em Organização Socioeconômica (UFMT), graduado em Administração (UFMT) e auditor interno NBR ISO 9001:2015.





Fontee: Folhamax

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