POLÍTICA
Nataly sofreu aborto e logo depois “apareceu grávida” de novo, diz irmã
Durante depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, J.A.M.P., irmã de Nataly Hellen Martins Pereira – autora confessa do homicídio brutal contra Emilly Azevedo Sena, de 16 anos – afirmou que a irmã teria descoberto a suposta gravidez entre junho e julho de 2024 e que, sem saber precisar a data, Nataly teria sofrido um aborto espontâneo, porém, posteriormente “apareceu grávida novamente”.
Em relato, J.A.M.P. afirmou que não sabia que a gravidez de Nataly era falsa, pois, assim que a irmã anunciou a gravidez passou a se comportar como tal, “inclusive, postava fotos da barriga e que também realizou chá revelação (…) mandava muitas fotos de ultrassons, peso e tamanho” da criança.
Reprodução

Nataly Hellen, durante depoimento na DHPP, onde confessou e detalhou a forma como matou Emelly Sena
Segundo a depoente, Nataly soube da gravidez por meio de um teste de farmácia e teria ficado “muito desesperada, porque não esperava”. Pouco tempo depois, a irmã teria realizado um exame de sangue (beta hCG) no Laboratório Sabin Carlos Chagas, cujo resultado foi de 168,4 mUI/ML, ou seja, indicava positivo para gravidez, já que o valor estava acima de 25 mUI/ML.
“A declarante informa que não se recorda a data e nem se foi antes ou depois desse exame, [mas] houve uma situação em que a Nataly estava em casa e que teria passado mal e tido um aborto espontâneo e que novamente apareceu grávida”, diz trecho do depoimento.
J.A.M.P. disse ainda que sempre acreditou na gravidez da irmã e que chegou a comprar bolsas e roupinhas para a sobrinha. Ela relatou também que a previsão para o nascimento da bebê, informada por Nataly, era para o final do mês de março.
Prisão e confissão
Nataly foi presa na última quinta-feira (13), junto de outros três suspeitos, sendo um deles o marido dela, Christian Albino Cebalho de Arruda. Ainda na noite de quinta, Nataly confessou o crime. Christian e os outros dois foram soltos no mesmo dia, pois, segundo a DHPP não havia sido comprovado, até o momento, o flagrante dos três suspeitos na participação do crime.
Com requintes de crueldade, no dia 11 de março, a adolescente Emilly Sena, foi atraída por uma emboscada, onde receberia a doação de roupas de bebê. A vítima foi enforcada com cabos de internet e teve um saco plástico colocado em sua cabeça, para que fosse imobilizada. Posteriormente, com a jovem ainda viva, a suspeita teria aberto o ventre de Emelly, com o uso de facas, e retirado a bebê com vida.
Na noite do dia seguinte (13), Nataly e o marido foram ao Hospital e Maternidade Santa Helena, em Cuiabá, alegando que a mulher teria dado à luz em casa. Porém, após suspeitas da equipe médica, foi constatado que Nataly não estava no puerpério.
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