SAÚDE

Médicos esclarecem como a alimentação ajuda no sistema imunológico

Published

on


Manter um sistema imunológico forte é essencial para a defesa do corpo contra doenças. Além de práticas como dormir bem e fazer atividade física, a alimentação saudável é fundamental para garantir a eficiência das defesas do corpo.
A imunologista Lúcia Abel Awad, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, destaca que a alimentação impacta diretamente o , principalmente por meio da microbiota intestinal. Dietas pobres em nutrientes podem enfraquecer a resposta do corpo.
“A microbiota intestinal é composta por trilhões de microrganismos que desempenham funções essenciais para a saúde, como apoio à digestão, produção de vitaminas e proteção contra patógenos. Quando a alimentação não oferece os nutrientes necessários, a microbiota é afetada, o que compromete a imunidade”, explica Lúcia.
A especialista reforça que o sistema imunológico depende de vitaminas, minerais e macronutrientes para se manter saudável. “Esses nutrientes são cruciais para a proliferação e diferenciação de células imunológicas, como linfócitos T e B, responsáveis pela defesa contra infecções. Sem uma alimentação balanceada, as células não se multiplicam adequadamente, o que reduz a capacidade do corpo de combater doenças”, afirma.

A falta de ferro, por exemplo, prejudica a produção de glóbulos vermelhos e enfraquece a resposta imunológica, enquanto a deficiência de vitamina A afeta as mucosas e a função dos linfócitos, tornando o organismo mais vulnerável a infecções. A carência de vitaminas C e D também compromete a imunidade.
“A vitamina C é essencial na proteção celular e na regeneração dos tecidos, enquanto a vitamina D regula a resposta imune, e sua falta está associada ao aumento de infecções”, acrescenta.
Além disso, a imunologista lembra que a carência de nutrientes pode não apenas enfraquecer as defesas do corpo, mas também contribuir para doenças autoimunes.
Impacto do açúcar e alimentos ultraprocessados
Segundo a nutróloga Camila Ciancio, o e alimentos ultraprocessados pode prejudicar as defesas do organismo de diversas maneiras. “Esses alimentos, além de pobres em fibras e ricos em aditivos artificiais, alteram a microbiota intestinal e interferem na produção de substâncias que modulam a imunidade”, explica.
Outro fator negativo é a inflamação crônica de baixo grau, um estado silencioso, mas constante, que desregula a resposta imunológica, deixando o corpo mais suscetível a infecções. Além disso, o excesso de açúcar aumenta a produção de radicais livres, gerando estresse oxidativo.
“Dietas ricas em açúcar e pobres em vegetais causam um desequilíbrio: o corpo produz mais substâncias oxidantes e recebe menos antioxidantes para neutralizá-las, prejudicando a imunidade”, afirma Camila.
O consumo frequente de açúcar também está associado à resistência insulínica e à obesidade, condições que impactam negativamente o sistema imune. “Estudos mostram que o excesso de açúcar pode suprimir a atividade das células de defesa, como os linfócitos, por até cinco horas após a ingestão. Ou seja, se uma pessoa consome açúcar em várias refeições durante o dia, a imunidade pode permanecer comprometida por um período prolongado”, alerta.
Existe dieta ideal para fortalecer a imunidade?
Camila afirma que, mais do que seguir uma dieta específica, o fundamental é manter um padrão alimentar equilibrado e anti-inflamatório. “No entanto, se fôssemos citar um modelo alimentar que se aproxima bastante do ideal, seria a . Ela é reconhecida por seus benefícios à saúde e tem forte efeito anti-inflamatório”, indica a nutróloga.

Como funciona a dieta mediterrânea?

A dieta mediterrânea é caracterizada pelo alto consumo de frutas, legumes e verduras e a presença frequente de oleaginosas (como castanhas e nozes).
O azeite de oliva é usado como principal fonte de gordura.
É sugerido o consumo moderado de peixes, ovos, e a inclusão de laticínios de boa qualidade.
A dieta também faz uso de ervas frescas como manjericão, orégano, alecrim e salsa, que também contribuem com compostos bioativos.
O consumo de carnes vermelhas e alimentos ultraprocessados são evitados.

Estudos indicam que a dieta mediterrânea está associada à menor inflamação no corpo e melhor resposta imunológica. “Seguir esse modelo alimentar pode ser uma excelente estratégia para fortalecer a imunidade e promover a saúde de forma integral”, reforça Camila.
Além disso, alguns . Segundo o nutrólogo Felipe Gazoni, também de São Paulo, os probióticos e prebióticos ajudam a equilibrar a microbiota intestinal e, consequentemente, fazem a regulação do sistema imune.
“Os probióticos são microrganismos vivos que, quando consumidos em quantidades adequadas, ajudam a equilibrar a microbiota intestinal, essencial para a função imunológica”, explica. Eles estão presentes em alimentos como iogurte, kefir e produtos fermentados.
Os prebióticos, que são fibras alimentares que alimentam as bactérias benéficas do intestino, podem ser encontrados em alimentos como banana, alho, cebola, aveia e aspargos. “Um intestino saudável é fundamental para uma boa resposta imunológica e pode proteger contra infecções”, conclui Gazoni.
Siga a editoria de e fique por dentro de tudo sobre o assunto!



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana