SAÚDE
Condição rara faz jovem comer apenas 3 alimentos. Entenda
Os primeiros sintomas de Talia começaram em 2018, porém apenas anos depois, eles pioraram drasticamente. Por isso, ela resolveu procurar ajuda médica. Ao chegar lá, os médicos atribuíram os indicativos a um transtorno alimentar. No entanto, por ser estagiária em psicologia clínica, ela suspeitou.
“Eu sabia que não era um transtorno alimentar porque já tinha passado por isso. Já estive do outro lado, eu trabalho com pessoas com transtornos alimentares”, afirmou a jovem em entrevista ao portal britânico The Sun.
Em janeiro de 2022, a mulher foi infectada por um vírus desconhecido, que a deixava com dores excruciantes . A partir daí, ao procurar uma clínica especializada, ela foi diagnosticada com gastroparesia e síndrome de Ehlers-Danlos (hipermobilidade).
O que é gastroparesia e síndrome de Ehlers-Danlos?
Conhecido como um distúrbio funcional, a gastroparesia afeta os nervos e músculos do estômago, comprometendo a interação entre os nervos e os músculos do órgão, tornando contrações dele mais fracas e lentas do que o necessário para a digestão e o transporte dos alimentos para os intestinos. Assim, a comida permanece no estômago por um período prolongado. Os sintomas mais comuns da gastroparesia são:
Indigestão;
Estômago inchado;
Sensação de saciedade muito rápida e/ou por muito tempo;
Dor abdominal superior;
Náuseas e vômitos;
Regurgitar pedaços inteiros de comida não digerida;
Perda de apetite;
Refluxo ácido e azia;
Flutuações de açúcar no sangue;
Constipação;
Indigestão.
Já de acordo com o Manual MSD, a síndrome de Ehlers-Danlos é um distúrbio hereditário do colágeno caracterizado por hipermobilidade articular, hiperelasticidade dermal e fragilidade tecidual generalizada.
Problemas tornam alimentação restrita
Após o diagnóstico, Talia iria iniciar seu tratamento, porém passou mal na noite anterior e teve que ir às pressas para o hospital. Com isso, foi inserida uma linha PICC para ajudar no acesso às grandes veias centrais do coração. Também foi colocado um tubo para drenar o ácido clorídrico do estômago e outro diretamente no intestino delgado para fornecer nutrição. Além disso, foram aplicados gotejamentos intravenosos que forneciam cálcio, potássio, magnésio, fosfato e glicose.
Depois de duas semanas, a jovem recebeu alta, mas acabou tendo que depender de uma sonda de alimentação. Mesmo assim, ela ainda sofre com dores constantes, vômitos frequentes e dificuldades para beber água.
O estômago da mulher só consegue digerir alimentos específicos, como biscoitos, batatas chips e melão. Assim, Talia Sinnott passou a ter uma . “Quando eu saio com os meus amigos e eles querem fazer uma refeição, é bem triste, mas eu saio com eles e fico vendo eles comerem toda aquela comida deliciosa ou bebendo alguma coisa. É difícil, porém agora se tornou normal para mim”, conta.
Apesar das dificuldades, ela ainda tem esperanças de melhorar com um tratamento inovador nos Estados Unidos, que promete reduzir a dor e melhorar sua qualidade de vida de quem sofre com a doença.
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