POLÍTICA
Proposta sobre semipresidencialismo divide opiniões na Câmara – Notícias
13/02/2025 – 17:35
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Hauly: o semipresidencialismo é um aperfeiçoamento do sistema atual
Reapresentada pelo deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) e outros parlamentares, a proposta de emenda à Constituição (PEC 2/25) que muda a forma de governo do Brasil para semipresidencialismo divide opiniões na Câmara. O projeto foi apresentado originalmente há 30 anos, em 1995, pelo ex-deputado Eduardo Jorge.
No semipresidencialismo, o presidente da República continuaria a ser eleito por meio do voto direto majoritário, mas dividiria o poder com um primeiro-ministro. Este seria escolhido entre os deputados, indicado pelos partidos com maioria na Câmara.
Como ocorre em outros países que adotam sistema semelhante, o presidente assume o papel de chefe de Estado, com funções mais cerimoniais, como representar o País no exterior e comandar as Forças Armadas, por exemplo. As funções de governo passam a ser responsabilidade do primeiro-ministro.
“O primeiro-ministro tem as funções de chefe de governo mesmo, a governabilidade, o cuidado das execuções orçamentárias, das relações com o Congresso Nacional. Ele teria as atribuições do dia a dia, e o presidente da República ficaria como o chefe de Estado, comandante-em-chefe das Forças Armadas, do relacionamento internacional”, disse Hauly.
Hauly argumenta que esse sistema “seria um aperfeiçoamento do presidencialismo” e traria mais estabilidade política. Na opinião do deputado, o primeiro-ministro seria um auxiliar do presidente. Ele defende que o papel do Congresso se tornaria mais objetivo, com votação de projetos importantes, porque o Parlamento também cumpre o papel de governar.
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Chinaglia: o presidente da República poderá ser emparedado pelo primeiro-ministro
Instabilidade política
Já para o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) pode ocorrer exatamente o contrário: a convivência entre presidente e primeiro-ministro aumentar a instabilidade política. Chinaglia argumenta que, se a Câmara escolher um deputado de um grupo político adversário do presidente, vai se criar um impasse.
Além disso, Chinaglia sustenta que o semipresidencialismo enfraquece a democracia, uma vez que o eleitor não vai poder escolher o plano de governo, que será apresentado posteriormente pelo primeiro-ministro.
“O povo não decidiu o que é o programa que gostaria que fosse aplicado, porque é o primeiro-ministro que vai decidir sobre Orçamento, sobre desenvolvimento, sobre as propostas de distribuição de renda, etc. Portanto, você tem um presidente que pode ser emparedado pelo primeiro-ministro”, explica.
Análise da proposta
A PEC 2/25 será analisada inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) quanto a sua legalidade, juridicidade e constitucionalidade. Se admitida na CCJ, a proposta será examinada depois por uma comissão especial. Em seguida, precisará passar por votação em dois turnos no Plenário da Câmara.
Para ser promulgado, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub
-
POLÍCIA16 horas agoPolícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava mulheres para o transporte interestadual de drogas
-
FIQUEI SABENDO16 horas agoPrefeitura avança no Programa Casa Cuiabana com aprovação de 1,2 mil novas moradias em Cuiabá
-
POLÍCIA16 horas agoPolícia Civil MT deflagra operação e atinge núcleo de facção criminosa em Rondonópolis
-
FIQUEI SABENDO16 horas agoSaúde Mental de Cuiabá registra quase 30 mil atendimentos e fortalece estrutura dos CAPS
-
SAÚDE16 horas agoPrefeita reforça importância do pagamento do IPTU: “Volta como investimento ao cidadão”
-
ESPORTES16 horas agoCuiabá vence a Ponte Preta fora de casa e sobe na tabela da Série B
-
AGRICULTURA16 horas agoAlta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio
-
FIQUEI SABENDO16 horas agoALMT é a 5ª assembleia legislativa do Brasil com mais interações nas redes sociais

