JUDICIARIO
Justiça solta ‘aliados’ de WT e autoriza fim de ano em Chapada
A Justiça determinou a soltura de Michael Richard da Silva Almeida, apontado como “braço direito” de Paulo Witer Farias Paelo, o WT, e outros dois alvos da Operação Apito Final. Eles serão monitorados por tornozeleira eletrônica.
A decisão é assinada pelo juiz João Filho de Almeida Portela, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira (9).
Também foram soltos Emerson Ferreira Lima e Erisson Oliveira da Silveira, que pertenceriam ao “círculo íntimo” de WT.
Na mesma decisão, o magistrado ainda autorizou Renan Freire Borman, apontando como “homem de confiança” de Paulo Witer, a passar o final do ano em Chapada dos Guimarães.
Deflagrada em abril deste ano, a Apito Final apurou um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas fomentado, especialmente, na região do Jardim Florianópolis, em Cuiabá, e orquestrado por WT, acusado de ser tesoureiro de uma facção criminosa.
Na decisão, o magistrado afirmou que não existem mais motivos para mantê-los presos, uma vez que todos os demais acusados se encontram em liberdade. O único que permanece preso é Paulo Witer.
“Neste contexto, como a preventiva teve como fundamento a garantia da ordem pública, verifica-se, até pela soltura dos demais acusados e pela angularização da relação processual, que a custódia cautelar perdeu a sua finalidade. Em nosso sistema jurídico, a liberdade é a regra e a segregação a extrema ratio da ultima ratio”, decidiu.
Além do monitoramento eletrônico, os acusados deverão cumprir outras medidas cautelares. São elas: comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades; obrigação de manter atualizado o seu endereço; proibição de se ausentar da Comarca sem prévia anuência do Juízo; e proibição de manter contato e realizar transações bancárias com os demais investigados;
A operação
No total, a Apito Final cumpriu 54 ordens judiciais que resultaram na prisão de 20 alvos.
A investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apurou, no período de dois anos, que a organização movimentou R$ 65 milhões em bens móveis e imóveis adquiridos para lavar o dinheiro da facção.
Além dos imóveis e veículos de luxo, as transações incluíram a criação de times de futebol amador e a construção de um espaço esportivo, estratégias utilizadas pelo grupo para a lavagem de capitais e dissimulação do capital ilícito.
Análises financeiras realizadas pela Polícia Civil apontaram que os investigados, mesmo sem comprovação de renda lícita, adquiriram veículos como BMW X5, Volvo CX 60, Toyota Hilux, Amarok, Jeep Commander, uma Mitsubishi Eclipse e uma Pajero, além de diversos modelos Toyota Corolla.
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