POLÍTICA
Cmara convoca diretor de empresa e exige rompimento de contrato em Cuiab
O vereador Ilde Taques (PSB) apresentou, nesta terça-feira (1º/07), requerimento pedindo a convocação do diretor da CS Mobi, responsável pela administração do estacionamento rotativo na região central de Cuiabá. O parlamentar quer que o representante da empresa esclareça no plenário, uma série de pontos relacionados ao contrato firmado com o município.
Também exige que o executivo explique os motivos que levaram a ingressar com uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para exigir aumento dos valores das paradas, exigência da garantia mensal de R$ 650 mil pelo Alencastro e ainda “calar” o prefeito Abilio Brunini (PL) sobre declarações de uma eventual ruptura do contrato. “Quando assumimos nosso mandato este ano, nos deparamos com este verdadeiro absurdo que é o contrato firmado pela gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Sou defensor de primeira hora de que este contrato, que lesa os cuiabanos todos os dias, precisa ser rompido”, destacou o vereador ao formalizar o pedido.
Para Taques, a presença da direção da empresa vai servir para apresentar à população todas as medidas adotadas pela empresa em relação aos serviços. “O diretor da CS Mobi precisa vir à Câmara e prestar esclarecimentos sobre este contrato, sobre quanto é pago todos os dias pelos motoristas e também sobre a tentativa de censurar o prefeito Abílio Brunini”, explicou.
Entre os pontos a serem esclarecidos, além da representação junto ao TCE-MT, estão a apresentação da arrecadação financeira da concessionária em 2024 e até o momento; cronograma de obras e investimentos futuros; demonstração da viabilidade econômica da concessão; e disponibilização de dados operacionais do serviço. Ilde parabenizou o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara para apurar eventuais irregularidades no contrato, Rafael Ranalli (PL), pela convocação de Emanuel, que deverá ser ouvido na próxima segunda-feira (07.07).
“Ele tem muito a esclarecer para a população, os motivos que o levaram a assinar este contrato e sujeitar todos nós a pagarmos para estacionar o carro na rua, porque entrou na Justiça para cassar a gratuidade aos idosos e pessoas com deficiência, entre outras coisas”, finalizou o vereador.
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