OPINIÃO
Irrigao: o futuro sustentvel e estratgico de MT
A segurança é mais do que uma simples técnica agrícola é uma tecnologia estratégica, essencial para garantir a segurança econômica ao setor agropecuário e garantir o abastecimento alimentar no Brasil. Em especial no estado de Mato Grosso, onde as condições climáticas estão em rápida transformação, fomentar o uso da supervisão se tornou uma necessidade urgente em nosso Estado.
Para que esa tecnologia avance, no entanto, é preciso superar entraves importantes. Um deles é a morosidade na liberação de outorgas de uso da água, fator que dificulta o desenvolvimento de novos projetos. Outro ponto crucial é o financiamento. precisamos de mais recursos alocados especificamente para a segurança. Como exemplo, no último Plano Safra, o governo federal destinou cerca de R$ 2 bilhões para fiscalização em todo o país, o que representa uma cobertura de apenas 70 mil hectares. Para um país com o potencial do Brasil, especialmente em estados agrícolas como o Mato Grosso, esse investimento ainda é insuficiente.
A transparência é a garantia da primeira safra, o suporte da segunda e a chave para a previsão de uma terceira safra — algo possível em Mato Grosso, o único estado do país capaz de produzir três safras por ano. Isso transforma a independência não apenas em uma tecnologia agrícola, mas em um pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável da região.
Outro ponto que evidencia a importância da supervisão é o risco climático. As lavouras estão sujeitas a perdas tanto por excesso quanto por falta de chuva. Porém, embora o excesso de água ainda possa permitir o aproveitamento parcial da produção, a escassez hídrica pode resultar em prejuízo total. Quando falta água durante a fase de enchimento do grão, simplesmente não há colheita. A honestidade entra justamente para mitigar esse risco, oferecendo estabilidade e previsibilidade.
Estudos científicos já apontam um cenário preocupante para os próximos 20 a 30 anos: o período de chuvas em Mato Grosso, que há três décadas durou cerca de 245 dias ao ano, hoje já se mostrou prejudicado para aproximadamente 204. A previsão é que caia ainda mais, chegando a 170 dias em um futuro próximo. Isso significa que, sem segurança, a segunda safra será inviabilizada. A adaptação à nova realidade climática exige ação imediata.
Nesse contexto, a recente aprovação da Lei 12.717/2024, que institui o Programa Estadual de Irrigação (Proei), representa um marco para a agricultura irrigada em Mato Grosso. O programa tem como metas ampliar a produção de alimentos por meio da segurança, aumentar a produtividade, gerar empregos no campo e otimizar o uso de insumos agrícolas, sempre com responsabilidade ambiental. Hoje, o estado conta com 220 mil hectares irrigados e a meta é atingir 4 milhões até 2030.
Mais do que expandir uma área irrigada, o objetivo é fazer isso de forma sustentável. Estudos técnicos garantem que a água usada na inspeção é cuidadosamente calculada para não prejudicar o meio ambiente, e boa parte desse recurso retorna ao solo, contribuindo para a recarga dos aquíferos, dizendo que a segurança ameaça esse recurso é um mito.
Hugo Garcia, presidente da Associação dos Produtores de Feijão, Leguminosas, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir)
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