POLÍTICA
Cattani apoia Bolsonaro sobre ‘malucos’ que pediram interveno militar
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) reforçou a fala do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e também chamou de “malucos” os apoiadores que foram para frente dos quartéis e pedira “intervenção militar” em 2022, após o ex-mandatário perder a eleição para o presidente Lula (PT).
Bolsonaro chamou os apoiadores de “malulos” durante interrogatório na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ao negar uqe tentou um golpe de estado. “Ah porque são malucos, se voce quer uma intervenção militar num governo democrático é realmente forçar a barra e que o exército tome conta e que dê um golpe é maluco ele tá correto”, endossou Cattani.
Naquele ano, o parlamentar rechaçou o fechamento de vias que impediam o “ir e vir” da população afirmando que quem fazia isso era o “pessoal da esquerda”. Contudo, defendeu o direito dos bolsoanristas de “pedirem o que quiserem”.
“Tem todo o nosso apoio a qualquer manifestação popular, seja ela favor, pra pedir o que quiser, cada um tem o direito pra fazer o que quiser. Se eu concordo ou não com isso é outra história. Não concordo de forma nenhuma em se pedir intervenção militar, mas eu brigo até o final e dou meu sangue porque a pessoa possa ter o direito de pedir o que ela quiser”, declarou à época.
CONTEXTO – Bolsonaro foi interrogado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula, após as eleições de 2022. A investigação, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, aponta que Bolsonaro e aliados civis e militares articularam medidas para manter o ex-presidente no poder, incluindo a elaboração de uma minuta de decreto para instaurar estado de sítio e questionar o resultado das eleições.
No depoimento, Bolsonaro negou participação na trama, afirmou que discutiu apenas medidas dentro da legalidade e admitiu que levantava desconfiança sobre as urnas como parte de sua retórica política, sem apresentar provas. Além da suposta minuta, o processo inclui evidências como delações, mensagens interceptadas e reuniões suspeitas.
Bolsonaro também pediu desculpas por ter feito acusações sem provas contra ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, sobre suposto recebimento de propina. O interrogatório busca esclarecer seu envolvimento na articulação de atos que, segundo a Procuradoria-Geral da República, configurariam crime contra o Estado Democrático de Direito. A expectativa é de que o julgamento avance até o fim de 2025, podendo resultar na condenação de Bolsonaro e de outros envolvidos.
Paralelamente à investigação criminal, Bolsonaro já se encontra inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, ao promover ataques infundados contra o sistema eleitoral durante evento com embaixadores em 2022.
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