OPINIÃO

Respeito ao prximo | FOLHAMAX

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Carlos Avallone

 

Tenho sentido muita falta deste princípio na sociedade atual, e estou me referindo a todo o País. Estamos nos esquecendo das primeiras lições que nossos pais nos ensinaram na infância: respeito aos mais velhos, respeito aos professores e todas as pessoas. Ai de mim se desrespeitasse a minha professora. Minha mãe Ida também foi professora e me ensinou que os mestres são uma extensão da família e merecem respeito incondicional. É preciso respeito também aos símbolos nacionais, ao hino e à bandeira nacional, respeito às autoridades constituídas, respeito a todas as religiões, aos vizinhos, aos colegas de trabalho, a todos os cidadãos. Enfim, respeito ao próximo.

O respeito era um mantra, ficávamos de castigo se desrespeitássemos alguém, principalmente as pessoas mais humildes.

Meus pais criaram a mim e meus irmãos em uma comunidade simples, rodeados de pessoas simples, cuiabanos que nos receberam de braços e corações abertos. Sinto muita falta daqueles anos dourados do meu querido bairro Popular, onde as famílias conviviam em harmonia e muito respeito. Hoje procuro reproduzir este relacionamento com os vizinhos, amigos e moradores do Araés, onde eu, minha querida Maria e minha mãe moramos e trabalhamos por melhorias para a comunidade.

Transmiti toda esta experiência vivida na infância e adolescência à minhas três filhas e estamos nos dedicando a passar esses conceitos positivos a nossos netos. Um trabalho nada fácil, confesso, pois hoje a falta de respeito tem sido constante nas redes sociais, na televisão, nas escolas, nos ambientes de trabalho e muitas vezes na própria família.

Fico me questionando e tentando descobrir onde nossa sociedade se perdeu, por que esquecemos dos ensinamentos de nossos pais. Aprendi que o exemplo é melhor que mil palavras. E o exemplo que nossa política tem dado, no quesito respeito, é pessimo. Em nome de ideologias e narrativas, muitos se atacam e se agridem sem dó nem piedade, e estou me referindo a uma grande parte de nós políticos. Isso reverbera também na comunidade, hoje dividida entre dois extremos, o que acaba prejudicando todos e afastando o convívio respeitoso.

Quando eu me pronuncio na Tribuna da Assembleia, à minha frente está sentado o deputado Lúdio Cabral, meu colega e amigo. Pensamos diferente sobre muitos temas, quando vou falar a respeito de incentivos fiscais temos debates francos, eu a favor e ele contra, mas sem ataques, com respeito. No outro lado do plenário está o deputado Cattani, também meu amigo, trabalhamos juntos em CPIs, Comissões e também pensamos diferente em vários temas.

O Parlamento foi pensado assim, pessoas de várias origens, profissões e ideologias com mandato conferido pelo povo, para trabalhar pelo povo. Seria péssimo para a democracia se pensássemos igual. Precisamos discordar, discutir, argumentar e ao final se não houver consenso – na maioria das vezes não há -, votar e a maioria vence. Se qualquer projeto precisa do apoio da maioria, o respeito é fundamental para alcançarmos este objetivo. Ao citar meus colegas deputados, citei um de esquerda e utro de direita e eu sou do centro. Tenho o maior prazer e orgulho de conviver e debater com eles e tenho o maior respeito pelos dois. Os mandatos um dia vão terminar, mas não abro mão do respeito e da amizade deles.

A essência da democracia e da convivência entre diferentes é o respeito, o livre debate de ideias amparado em noções básicas de civilidade. O futuro do país como Nação depende da retomada deste princípio democrático que deve reger não só a atividade política mas também as nossas vidas e os relacionamentos sociais.

Vamos respeitar o próximo como a nós mesmos, como faziam e nos ensinaram nossos pais.

Carlos Avallone é deputado estadual e presidente do PSDB-MT





Fontee: Folhamax

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