SAÚDE
Jessie J é diagnosticada com câncer aos 37 anos. Veja sinais de alerta
“Pensei muito se deveria compartilhar isso com vocês, mas eu sempre compartilhei tudo da minha vida. O câncer é horrível em qualquer forma. Mas estou me apegando à palavra ‘precoce’”, contou.
No vídeo, a inglesa conta ter recebido o diagnóstico pouco antes do lançamento do último álbum, No Secrets, em abril. Ela passará por uma cirurgia para o tratamento do câncer este mês, após se apresentar em um festival de verão em Londres.
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Câncer de mama
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres depois do de pele não melanoma. Existem vários tipos de tumor nas mamas, sendo que alguns evoluem de forma rápida; e outros, lentamente.
O diagnóstico precoce, como o de Jessie J, é fundamental para o controle da doença com e melhores chances de recuperação.
“Quando descoberto precocemente, as chances de cura chegam a 95%. Além disso, o tratamento em fases iniciais é menos invasivo e mais eficaz, por isso, a conscientização é tão importante e salva vidas”, afirma o ginecologista Thiago Nóbrega, do Hospital e Maternidade São Luiz São Caetano do Sul, no ABC paulista.
Os principais incluem:
Aparecimento de nódulo indolores;
Alterações na pele da mama (vermelhidão ou retração, parecida com casca de laranja)
Alterações no bico do peito (mamilo);
Mudanças no formato ou tamanho das mamas;
Saída espontânea de secreção dos mamilos.
“A presença de nódulos nas mamas deve ser especialmente destacada como um sinal de alerta, especialmente em mulheres com mais de 40 anos que não tenham histórico anterior”, afirma o médico Caetano da Silva Cardial, membro da Comissão de Ginecologia Oncológica da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
De acordo com o médico, a dor na mama é comum em tumores avançados. “A detecção precoce desempenha um papel fundamental na gestão do câncer de mama”, alerta Cardial.
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Fatores de risco
Os principais fatores de risco do câncer da mama estão relacionados à idade, alterações hormonais, história reprodutiva da mulher, fatores ambientais e fatores genéticos.
“As mulheres, principalmente após os 50 anos, têm o risco aumentado para o desenvolvimento do câncer de mama por alterações biológicas próprias do envelhecimento do organismo. Os fatores hormonais também estão ligados ao estímulo estrogênico, seja ele endógeno ou exógeno, ou seja, quanto maior a exposição, maior o risco”, alerta Cardial.
Tratamento
O tratamento contra o câncer de mama evoluiu significativamente nos últimos anos. Inovações como as terapias-alvo, que atacam diretamente as células cancerígenas, e a imunoterapia, que estimula o sistema imunológico a combater o câncer, oferecem novas esperanças, especialmente para casos mais complexos.
“Esses avanços, somados ao suporte de equipes multidisciplinares, garantem um atendimento mais eficaz e completo”, destaca Nóbrega.
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